Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 28/01/2014
  • 23:08
  • Atualização: 23:38

Presidente da EPTC admite existência de transporte clandestino durante a greve

Vanderlei Capellari avisou a Brigada Militar sobre a ocorrência destes casos

Ônibus foram recolhidos para as garagens no final da tarde | Foto: Ricardo Giusti

Ônibus foram recolhidos para as garagens no final da tarde | Foto: Ricardo Giusti

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  • Rádio Guaíba

A greve dos rodoviários em Porto Alegre começa a produzir efeitos colaterais, como o transporte clandestino. O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, diz que recebeu denúncias de transporte irregular circulando pela Capital durante a greve. De acordo com ele, há relatos de ônibus sem licença e táxis cobrando valores abusivos. Capellari avisou a Brigada Militar e recomenda que os passageiros evitem essa alternativa.

A partir das 6h desta quarta, a EPTC vai mobilizar 250 agentes para orientar a população. O judiciário também vai ser informado de como foi executada a decisão pelos rodoviários. A partir da meia-noite as equipes, com o apoio da Brigada Militar, vão acompanhar a movimentação da frota nas garagens das empresas.

Ele ainda confirmou que a orientação legal de colocar 30% da frota de ônibus na rua foi descumprida nesta terça-feira. Segundo o diretor da EPTC o número de coletivos no fim da tarde não foi muito superior aos 30%. "A função da EPTC é informar o relatório operacional, a penalidade é decisão do Tribunal”, afirmou.

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Já sobre a orientação do sindicato de tirar 100% dos ônibus da rua, ele disse que não há mais o que a Prefeitura possa fazer, e que agora "cabe ao Judiciário agir". "Não vou fazer julgamento sobre o que deve ser feito ou não, mas a Justiça pode fazer com que a medida seja cumprida de outras formas, não só com a multa, mas com a prisão, por exemplo, dos dirigentes do sindicato", avaliou. Cappellari deixou claro, porém, que a Prefeitura não vai encaminhar solicitações nesse sentido e que cabe ao TRT solucionar o impasse.

O que disse o TRT

A assessoria do Tribunal Regional do Trabalho confirmou que, por hoje, nada muda na decisão que estabelece multa de R$ 50 mil por dia em função do descumprimento, pelos rodoviários, da decisão para que mantenham 70% dos ônibus circulando na Capital em horários de pico, e 30% no restante do dia. O órgão admite, porém, que a liminar pode ser alterada, se necessário. O órgão também esclareceu que a cobrança da multa pode se efetivar de diversas formas, inclusive com a penhora judicial de imóveis ou da contribuição mensal depositada pelos rodoviários ao Sindicato.

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