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29/01/2014 11:28 - Atualizado em 29/01/2014 11:42

Sindicato dos Rodoviários descarta circulação de ônibus em passe livre

Medida levantada pela Comissão de Negociação foi rechaçada

Ônibus não circulam nesta quarta em Porto Alegre<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Ônibus não circulam nesta quarta em Porto Alegre
Crédito: Tarsila Pereira
Ônibus não circulam nesta quarta em Porto Alegre
Crédito: Tarsila Pereira

Após o representante da Comissão de Negociação dos Rodoviários, Alceu Weber, afirmar que os ônibus poderiam voltar a circular na Capital sem a cobrança de tarifa ainda nesta quarta-feira, o sindicato da categoria rechaçou a possibilidade. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Júlio Gamaliel, disse que essa alternativa foi levantada na reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas rejeitada.

“A gente ofereceu isso no TRT, mas a possibilidade foi descartada por não ser considerada viável. A juíza decretou que deveria ser colocada 70% da frota na rua e os trabalhadores decidiram por greve geral. Essa foi a decisão acatada”, declarou em entrevista coletiva nesta manhã.

A medida estudada pela Comissão de Negociação dos Rodoviários agradou ao prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. Nesta manhã, ele disse ficaria feliz se a decisão fosse tomada, pois atenderia às necessidades da população.

“Ouvi um dos diretores do sindicato afirmando que eles tomariam a iniciativa de colocar 100% da frota nas ruas com a catraca liberada. Quero dizer que fico satisfeito em saber que o sindicato percebeu que prejudicar a população não é a melhor alternativa. Se eles levarem adiante essa proposta, pode ter certeza que ficarei muito satisfeito”, afirmou Fortunati.

Vereador Paulinho Motorista defende rodoviários em sessão da Câmara Municipal

Em discurso na Câmara Municipal, durante sessão da Comissão Representativa, o vereador Paulinho Motorista (PSB) defendeu a categoria e reclamou das cobranças que os trabalhadores rodoviários sofrem diariamente. "Todo ano tem sido, para o aumento de salário, sempre a mesma novela. Aquele aumento mínimo, nunca chega a contentar 1% dos nossos trabalhadores. É só cobrança. Os rodoviários são cobrados cada vez mais. Cada vez que chega para trabalhar tem uma placa dizendo que não pode fazer isso ou aquilo. Desde antes de eu nascer era falado em seis horas para os rodoviários e até agora nada. Os rodoviários chegam a ficar à disposição das 7h às 20h”, disse.

“Vivi 24 anos como motorista e sei bem o que acontece. Cada vez que é reivindicado um salário digno, querem dar aquela porcentagem mínima. Uma coisa leva a outra. A população está sendo prejudicada, mas a nossa categoria está reivindicando um legitimo salário e aumento. Qualquer batida no trânsito é cobrado na empresa, o motorista é cobrado. Convivi vários anos trabalhando numa empresa de ônibus e sei o que acontece com meus colegas. Às vezes no fim da linha não tem banheiro, não tem onde esquentar uma comida para comer. A população merece todo o nosso apoio, mas também apoio a minha categoria. Estou apoiando para que eles tenham êxito neste aumento de trabalho”, completou.

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Fonte: Correio do Povo






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