Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 29/01/2014
  • 18:46
  • Atualização: 18:47

Bloco de Luta convoca segundo ato contra aumento da passagem

Manifestação ocorrerá a partir das 18h desta sexta-feira

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  • Correio do Povo

 A data do segundo protesto de 2014 contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre, foi definido nesta quarta, em assembleia que reuniu 200 pessoas, pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público. A manifestação ocorrerá a partir das 18h desta sexta-feira. A concentração será no Paço Municipal. O ato contará com o apoio de rodoviários grevistas. Em meio as já conhecidas reivindicações, agregarão um repúdio à Copa do Mundo e à criminalização dos manifestantes. “As leis contra os manifestos ferem artigos da Constituição”, disse Matheus Gomes, da coordenação do Bloco de Luta pelo Transporte Público.

Para ele, 2014 será marcado pela retomada das lutas populares. “Um ano que começa com a ameaça dos empresários do transporte de mais um aumento das passagens”, assinalou. O objetivo, segundo ele, não é prejudicar os usuários do transporte coletivo. As demandas seguem as mesmas do último ano, com foco na redução do valor da tarifa e transporte gratuito para desempregados, estudantes, quilombolas e indígenas. Gomes destaca a urgência da abertura de licitações para o transporte público da Capital. “Desejamos que todas as linhas sejam operadas pela Prefeitura, retirando o lucro dos empresários e possibilitando a redução da tarifa”, salientou.

Segundo ele, a abertura de licitações estava prometida pelo prefeito José Fortunati para o fim de 2013, mas foi adiada para 2014. Ele contesta especialmente as remoções de famílias para execução de obras para o evento e o fato da maior parte do dinheiro público ser investido em estádios e não na qualidade de vida da população brasileira.

No chamamento realizado por meio das redes sociais, o Bloco de Luta pelo Transporte Público voltará às para também exigir reajuste salarial, redução da jornada e melhores condições de trabalho sem reajuste da passagem para os rodoviários. Para ele, única alternativa para transformar o modelo de transporte na cidade é a luta conjunta.

A segurança na Copa, defendida pelo Anonymous Brasil, também é um dos principais problemas que serão enfrentados. Os registros do Subsistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) permitem verificar que, entre 1980 e 2010, cerca de 800 mil cidadãos morreram por disparos de algum tipo de arma de fogo. “Em São Paulo, que possui 48 milhões de habitantes, a Polícia Militar (excluindo as polícias civis) matou mais pessoas do que o Estados Unidos inteiro (que possui 300 milhões de habitantes). Indo para o âmbito geral da população, classifica-se como o 7º país com maior índice de assassinatos do mundo”, adverte um dos seguidores do grupo.

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