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30/01/2014 07:12 - Atualizado em 30/01/2014 08:47

Dois consórcios colocam ônibus nas ruas nesta quinta em Porto Alegre

Veículos da Unibus e STS deixaram as garagens nesta manhã

Veículos da Unibus e STS deixaram as garagens nesta manhã<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Veículos da Unibus e STS deixaram as garagens nesta manhã
Crédito: Tarsila Pereira
Veículos da Unibus e STS deixaram as garagens nesta manhã
Crédito: Tarsila Pereira

Depois de nenhum ônibus circular em Porto Alegre na quarta-feira, aproximadamente 200 coletivos dos consórcios Unibus e STS já saíram da garagem na manhã desta quinta. Nas outras empresas segue a paralisação total neste quarto dia de greve na Capital.

Os rodoviários com o apoio do Bloco de Lutas se mobilizam na frente das garagens das empresas nesta manhã impedindo as saídas dos ônibus. O maior movimento é na sede da Carris. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa que solicitou a presença da Brigada Militar nas garagens para permitir que os veículos circulem.

Juíza considera greve dos rodoviários ilegal

No início da noite dessa quarta-feira, a Justiça do Trabalho definiu que a greve dos rodoviários é abusiva e, por isso, deve ser considerada ilegal. A decisão foi da vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), desembargadora Ana Luisa Heineck Kruse, julgadora e mediadora do conflito entre empregadores e empregados do transporte coletivo municipal de Porto Alegre. Em seu despacho, Ana Luisa também determinou a cobrança de multa no valor de R$ 100 mil, com autorização para bloqueio de contas bancárias do sindicato. A multa corresponde às violações cometidas pelo sindicato ontem e terça-feira, com relação à exigência de frota mínima nas ruas.

A decisão foi consequência de pedido feito pelo Sindicato das Empresas de Ônibus (Seopa), motivado, sobretudo, pelo descumprimento por parte dos rodoviários de determinação do Tribunal, a qual ordenava que os grevistas mantivessem 70% da frota em operação nos horários de pico e 30% nos demais horários. A desembargadora manteve a agenda, no TRT4, para tentativa de acordo, em nova audiência de mediação. O encontro ocorrerá às 15h desta quinta-feira.

Como decorrência da ilegalidade da greve, os empresários poderão contratar trabalhadores dispostos a assumir a direção dos ônibus, em caráter temporário, para suprir a necessidade de transporte para a população. As empresas também poderão registrar as faltas e lançar descontos nos salários dos grevistas.

A previsão de contratação de funcionários temporários, segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho Rogério Fleishmann, está prevista entre as leis trabalhistas que regram as greves. Já a dispensa por justa causa do grevistas, explica o procurador, gera posições divergentes na interpretação dos operadores do Direito.


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Fonte: Correio do Povo





» Tags:Trânsito Geral

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