Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 30/01/2014
  • 10:45
  • Atualização: 10:48

Ônibus não saem por opção das empresas, diz comandante da BM

Coronel Godoy afirmou que rodoviários não impedem saídas dos coletivos

Segundo Cel Godoy, os rodoviários não têm impedido as saídas dos veículos | Foto: Tarsila Pereira

Segundo Cel Godoy, os rodoviários não têm impedido as saídas dos veículos | Foto: Tarsila Pereira

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel João Diniz Godoy, afirmou que os ônibus não estão saindo da maioria das garagens na manhã desta quinta-feira por decisões das empresas. Segundo ele, os rodoviários estão em piquete, mas não têm impedido as saídas dos veículos. Mais cedo, o prefeito José Fortunati reclamou que a Brigada Militar não estava colaborando para que os coletivos circulassem na Capital.

“Tenho efetivo em frente às garagens da Carris, a Trevo, a VTC, na Nortram, na Sopal e outras empresas da Zona Norte também em que existem pessoas na frente, mas que não estão impedindo os ônibus de sair. A Brigada está ali, mas por opção as empresas não colocaram nenhum coletivo para trabalhar. Se colocarem, estamos já com o nosso policiamento para garantir a segurança na saída e nos itinerários que por ventura venham a realizar”, declarou à Rádio Guaíba.

Segundo o coronel Godoy, apenas um caso de violência envolvendo ônibus foi registrado nesta manhã. Um coletivo da empresa Unibus foi atingido por pedras quando circulava na Capital. “Já na sexta quando foi deflagrado o movimento de greve, nós conversamos com o presidente da EPTC e acertamos como funcionaria a nossa participação na segurança. A inteligência está acompanhando, temos um trabalho de policiamento nos eixos e também o acompanhamento com lotações e táxis que estão transportando passageiros”, seguiu.

Questionado sobre a possibilidade de uso de força por parte da Brigada Militar para retirar manifestantes que tentem impedir saída de ônibus, o coronel afirmou que uma atuação desse tipo deve ser muito bem avaliada antes de executada.

“A retirada dessas pessoas teria que ser por uma ordem judicial que possamos receber, mas a interferência da Brigada Militar seria avaliada. Temos que observar o entorno de pessoas e não podemos ser protagonistas de violência. A ação seria prescindida de uma análise da circunstância, do momento e do local do fato”, completou.

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