Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 30/01/2014
  • 17:45
  • Atualização: 18:53

Rodoviários vão analisar trégua de 10 dias na greve

Assembleia votará acordo nesta sexta-feira, mas não há garantias de circulação de coletivos

Categoria aceitou voltar com 100% dos ônibus se for retirada a ilegalidade da paralisação | Foto: Fernanda Pugliero / Especial CP

Categoria aceitou voltar com 100% dos ônibus se for retirada a ilegalidade da paralisação | Foto: Fernanda Pugliero / Especial CP

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  • Correio do Povo e Lucas Rivas/Rádio Guaíba

A greve dos rodoviários poderá ter uma trégua de 10 dias a partir da próxima segunda-feira, dia 3. Em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na tarde desta quinta, os representantes da categoria aceitaram a voltar com 100% da frota dos ônibus desde que a ação de ilegalidade da paralisação fosse retirada da Justiça.

A proposta será analisa em uma assembleia dos rodoviários maracada para as 17h de amanhã. Nesta sexta, os trabalhadores devem voltar ao expediente com 50% da frota. A trégua da greve vai contar partir de segunda, quando a negociação salarial voltará a ocorrer entre rodoviários e empresas.

Muitos dos rodoviários, porém, não aceitam o indicativo de trégua e deixaram a sede do TRT gritando que não cumpririram o acordo. Parte dos trabalhadores de companhias prometeram armar barricadas para evitar que ônibus das empresas Total, Nortran, Trevo, Tinga, Navegantes e VTC saiam das garagens. Em meio aos manifestantes, diversas bandeiras de partidos políticos como PSTU, PSol e PT eram agitadas.

De acordo com Alceu Weber, da comissão de negociação, cerca de 20% dos ônibus de Porto Alegre circulam nesta quinta-feira.

Reunião marcada pela tensão

Representantes dos rodoviários, das empresas de ônibus de Porto Alegre e do Ministério Público do Trabalho iniciaram, às 15h, reunião de mediação no TRT. O trânsito ficou bloqueado na avenida Praia de Belas, sentido bairro-Centro.

Mais cedo, o sindicato dos rodoviários admitiu garantir a circulação de 50% dos ônibus nos horários de pico e de 30%, nos horários normais. Em contrapartida, pedia que o sindicato patronal desse prazo de mais dez dias para negociar o plano de saúde e o vale-refeição da categoria. O percentual de reajuste, porém, ainda não foi discutido. As empresas oferecem 5,57% e os rodoviários pedem 14%.

Inicialmente, os patrões afirmaram não ter como negociar com os rodoviários em greve e pediam o retorno de 100% da frota às ruas. Já os trabalhadores mantinham a disposição de manter a circulação de apenas 30% dos ônibus ou a totalidade dos veículos com catracas liberadas.

Apenas 14% da frota de ônibus de Porto Alegre circulou nessa manhã, no quarto dia de greve. Mesmo com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou que 70% dos veículos saiam às ruas no horário de pico e 30% nos demais, os trabalhadores decidiram esperar a reunião de hoje antes de tomarem outra decisão.

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