Porto Alegre, quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

  • 31/01/2014
  • 07:52
  • Atualização: 08:33

Fortunati avalia pedir ajuda à Força Nacional para resolver impasse dos ônibus

Prefeito está insatisfeito com postura da Brigada Militar

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  • Correio do Povo

Após os rodoviários não terem cumprido o acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de colocar pelo menos 50% da frota de ônibus nas ruas de Porto Alegre nesta sexta-feira, o prefeito José Fortunati cogita pedir ajuda da Força Nacional de Segurança para garantir a circulação dos coletivos em Porto Alegre. O chefe do Executivo da Capital voltou a reclamar da falta de apoio da Brigada Militar (BM) para permitir que os veículos saiam das garagens das empresas.

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“Ficou claro que a Brigada Militar está acompanhando de longe. Nós tivemos ontem vários ônibus depredados, um incendiado no final da tarde. O grande receio que temos ao tirar os ônibus da garagem é com relação à violência. Esperamos que a BM acompanhe nas garagens e depois também quando os veículos estiverem na rua. O mais importante agora é garantir o direito básico à população. Caso não possa contar com a BM, vou apelar à presidência da república e pedir que a Força Nacional venha a Porto Alegre”, declarou o prefeito à Rádio Guaíba.

Fortunati, no entanto, deixou claro que primeiramente vai formalizar um pedido de ajuda da Brigada Militar. “Farei um apelo nessa manhã formalizado à Brigada Militar, podendo entrar judicialmente para dar legitimidade a essa ação, se for necessário. Se continuar havendo uma não presença da BM para proteger as saídas dos ônibus, terei que apelar à presidência da república para que a Força Nacional venha a Porto Alegre”, completou.

Apesar do discurso de Fortunati, não cabe ao prefeito fazer o pedido de ajuda da Força Nacional. De acordo com o Decreto Lei de nº 7.957, de 12 de março de 2013, a Força Nacional de Segurança Pública será empregada “mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado, do Distrito Federal ou de Ministro de Estado”.

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