Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 01/02/2014
  • 08:54
  • Atualização: 10:08

Sexto dia de greve tem nova paralisação geral dos ônibus

Alguns coletivos que chegaram a sair das garagens foram depredados

Alguns coletivos que chegaram a sair das garagens foram depredados | Foto: Ricardo Giusti

Alguns coletivos que chegaram a sair das garagens foram depredados | Foto: Ricardo Giusti

  • Comentários
  • Jézica Bruno / Correio do Povo

Porto Alegre amanheceu parada na manhã de sábado. Com a greve dos rodoviários, apenas três empresas colocaram ônibus nas ruas, mas pouco depois retiraram por medidas de segurança. Em assembleia realizada nessa sexta-feira, os rodoviários decidiram manter a paralisação total, que deve continuar amanhã, quando há a procissão de Navegantes.  

As empresas VAP e Estoril, da Concessionária Unibus, e a Navegantes da Conorte chegaram a ter coletivos na rua. Dos 17 veículos da VAP colocados em serviço, seis foram apedrejados por volta das 6h, segundo a empresa. O presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, disse que foram apedrejados nove dos 17 ônibus colocados nas ruas. Os veículos que faziam as linhas Passo Dorneles, Manoel Elias, Jari e Rubem Berta foram atingidos por pedras, mas ninguém ficou ferido. Após os ataques, todos os ônibus foram retirados de circulação. Apenas os táxi-lotação permanecem atendendo a população.

Segundo o motorista da VAP, Daniel Chagas, 42, o plano de saúde dos funcionários já foi cortado devido ao fim do dissídio, que estabelece a data base de 31 de janeiro. Na assembleia geral realizada na sexta-feira, foi acordado manter 100% da frota ausente das ruas. A previsão para este domingo é que nenhum ônibus circule nas ruas de Porto Alegre.

Multa diária de R$ 100 mil

Como os rodoviários não aceitaram o acordo de suspender a greve por 12 dias, a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, confirmou que a multa diária de R$ 100 mil se mantém e que a greve voltou a ser considerada ilegal. As multas começaram a ser aplicadas.

A magistrada indeferiu, no final da tarde de sexta-feira, os pedidos da Prefeitura e do Sindicato das Empresas no sentido de que o TRT-RS ordene força policial. “As questões relativas à segurança pública são de conhecimento das partes envolvidas no litígio de greve e das autoridades municipais e estaduais responsáveis por garantir a segurança nesta cidade. Assim, entendo desnecessário que este juízo oficie para que a necessária segurança às operações seja prestada”, justificou, em despacho.

Bookmark and Share