Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 02/02/2014
  • 08:42
  • Atualização: 09:24

Ônibus não circulam na Capital neste domingo

Apesar do passe livre, rodoviários decidiram manter paralisação

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Os rodoviários decidiram manter a paralisação neste domingo em Porto Alegre e os ônibus não saíram para as ruas. Por conta do feriado de Nossa Senhora dos Navegantes, os coletivos deveriam circular em passe livre. Em greve desde a última segunda-feira, os rodoviários vinham afirmando durante a semana que aceitariam trabalhar até que houvesse acordo com a entidade patronal se não houvesse cobrança de tarifa.

No entanto, o coordenador da comissão de negociação do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Alceu Weber, já indicava no sábado que a categoria não aceitaria trabalhar hoje. “Ao contrário do que o senso comum pensa, o passe livre tem um custo. O que se busca é o passe livre que não tenha custo para o município”, argumentou.

No sábado, a Companhia Carris Porto-Alegrense convocou seus funcionários para trabalhar  neste domingo. O motivo alegado pela empresa foi o atendimento à população durante as festividades de Nossa Senhora dos Navegantes, data tradicional do calendário na Capital.

A Prefeitura de Porto Alegre autorizou a circulação dos veículos escolares a partir desta segunda-feira para atender à população fazendo os itinerários mais atingidos. A expectativa é de que 80% da frota de escolares esteja nas ruas. A passagem cobrada será a mesma das lotações, de R$ 4,20.

Histórico da greve que começou na segunda-feira

Na segunda-feira, os rodoviários, cumprindo com o início da greve, colocaram 30% dos veículos para atendimento ao público. Em reunião entre a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Brigada Militar e as companhias de transporte ficou definido que as linhas de maior percurso estariam em funcionamento.

TRT determina 70% da frota

Na terça, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que os rodoviários colocassem 70% da frota nas ruas a partir das 17h nos horários de pico. Em pedido liminar, o município havia reivindicado declaração de abusividade da greve, com o retorno imediato dos trabalhadores às suas funções para garantir garantir a circulação de 100% da frota, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

Paralisação geral
Após a decisão do TRT, o Sindicato dos Rodoviários decidiu pela paralisação geral dos ônibus em Porto Alegre, descumprindo a ordem judicial para que 70% da frota estivesse na rua em horários de pico. A decisão ocorreu após reunião no Tribunal Regional do Trabalho que envolveu EPTC, prefeitura, empresas e representantes da categoria.

“Ficamos insatisfeitos com a reunião e a tentativa de mediação do TRT. Consideramos um abuso a determinação de 70% da frota, porque tira o sentido da nossa greve”, afirmou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Júlio Gamaliel. “A partir de agora vamos recolher todos os ônibus e vai ser zero de frota”, completou ele, em entrevista no fim da tarde.

Trânsito complicado

A greve dos ônibus gerou transtornos no trânsito da Capital para os usuários do transporte coletivo e também aos motoristas. Sem coletivos, foimaior o número de carros nas ruas. Com isso, algumas das principais avenidas de Porto Alegre tiveram congestionamentos na quarta-feira.

Ilegalidade da greve
O Sindicato das Empresas de Ônibus (Seopa) de Porto Alegre emitiu comunicado na tarde de quarta-feira informando que entraria com uma ação de declaração de abusividade e ilegalidade da greve dos rodoviários. O motivo era o descumprimento por parte da categoria da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de circulação de 70% da frota nos horários de pico.

Acordo fechado, mas rodoviários descumprem

Na quinta-feira, foi acertada uma trégua na greve de 10 dias, que deveria valer a partir desta segunda, dia 3. Em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os representantes da categoria aceitaram voltar com 100% da frota dos ônibus desde que a ação de ilegalidade da paralisação fosse retirada da Justiça. Muitos dos rodoviários, porém, não aceitaram o indicativo de trégua e deixaram a sede do TRT gritando que não cumpririam o acordo.

Prefeitura pede ajuda

Na sexta-feira, os rodoviários não cumpriam o acordo e mantiveram a greve geral. Com isso, o prefeito José Fortunati cogitou pedir ajuda da Força Nacional de Segurança para garantir a circulação dos coletivos em Porto Alegre. O chefe do Executivo da Capital reclamou da falta de apoio da Brigada Militar (BM) para permitir que os veículos saíssem das garagens das empresas.

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