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02/02/2014 16:33 - Atualizado em 03/02/2014 00:21

Fortunati pede nova audiência entre empresários e rodoviários no TRT

Prefeito de Porto Alegre disse que as vans escolares não irão prejudicar o trabalho das lotações

Fortunati afirmou que a prefeitura não é culpada pela paralisação<br /><b>Crédito: </b> Ivo Gonçalves / PMPA / CP
Fortunati afirmou que a prefeitura não é culpada pela paralisação
Crédito: Ivo Gonçalves / PMPA / CP
Fortunati afirmou que a prefeitura não é culpada pela paralisação
Crédito: Ivo Gonçalves / PMPA / CP

O prefeito José Fortunati fez uma apelo na tarde deste domingo para que os rodoviários colequem grande parte da frota de ônibus nas ruas de Porto Alegre nesta segunda-feira. Ele também pediu uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre as partes envolvidas, inclusive a prefeitura, com o objetivo de dar fim à greve que já dura sete dias. Fortunati ressaltou que paralisações como essa têm data para iniciar, mas não prazo para terminar.

Fortunati confirmou ter procurado o governo federal para discutir o Reitube, sistema que regulamenta o transporte público no país e pode permitir isenções tributárias desonerando o transporte. Já há uma audiência marcada para a próxima terça-feira no Ministério da Fazenda, em Brasília, com a participação do prefeito da capital gaúcha.

O chefe do executivo municipal disse que o governador Tarso Genro se mantém resistente com relação a uma intervenção mais enérgica da Brigada Militar. Ele adiantou, porém, que conversou pessoalmente com Tarso no sábado e o governador já demonstrou sinais de flexibilidade sobre o tema.

Hoje, por exemplo, o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC),Vanderlei Cappellari, teve uma reunião com os comandantes do Comando de Policiamento da Capital (CPC) e do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), da Brigada Militar (BM). A promessa da corporação é garantir, pelo menos, a segurança da circulação de vans escolares, que a partir desta segunda serão usadas como alternativa de transporte.

Batizada pela prefeitura como Operação Transporte, 617 veículos escolares, alguns com a capacidade de lotação de um ônibus, estarão atendendo a população em meio a greve dos rodoviários. Os itinerários serão divididos em oito bacias, atendendo as principais regiões da Capital e ligando as zonas norte, sul e leste ao Centro da cidade. O prefeito disse que a circulação destes veículos não trará prejuízo aos motoristas de lotação, uma vez que irão atender trechos onde não há lotações. A tarifa cobrada será a mesma das lotações, R$ 4,20.

Fortunati disse não temer ataques aos veículos usados no transporte escolar, que são propriedades particulares, tendo em vista que o atrito dos rodoviários é com as empresas de ônibus Ainda assim, além do apoio da BM, a prefeitura vai monitorar o transporte alternativo através das câmeras do Centro Iintegrado de Comando da Cidade (CEIC). Viaturas da EPTC ficarão posicionadas nas garagens das empresas de ônibus para garantir a adesão de rodoviários que desejarem sair às ruas para trabalhar com veículos.

O prefeito chegou a cogitar uma opção hidroviária. O transporte fluvial pelo Guaíba poderia atender moradores da região das ilhas. Fortunati disse que é flexivel a ideia, que surgiu na manhã de hoje na procissão de Navegantes, mas a competência para permitir esse serviço é da Marinha e não cabe apenas a administração municipal.

Tarso exime Prefeitura de culpa

O governador Tarso Genro se reuniu no início da tarde com a cúpula do governo para discutir a greve de ônibus em Porto Alegre. Em coletiva de imprensa após o encontro, ele afirmou que a Prefeitura não é culpada pela paralisação dos rodoviários. “A prefeitura não é parte nesse conflito. As partes são os trabalhadores e empresários", disse.

Tarso também defendeu a atuação da Brigada Militar (BM) e disse que as depredações são criminosas. "A BM está presente quando é chamada. Os policiais não podem obrigar os trabalhadores a trabalhar a força. Isso não existe", comentou. “E o movimento de depredação não é trabalhista, é criminoso", completou.

Reuniões de trabalho com o Fortunati serão realizadas amanhã. Tarso também negou qualquer ação do governo estadual para prejudicar politicamente o prefeito da Capital: "Essa é uma avaliação equivocada".

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Fonte: Voltaire Porto / Rádio Guaíba






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