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04/02/2014 15:57 - Atualizado em 04/02/2014 16:29

Falha no sistema de energia do País provoca falta de luz no RS

As operadoras CEEE, RGE e AES Sul desligaram a energia em mais de 20 cidades

Uma falha em uma linha de energia do Sistema Interligado Nacional, que liga o Norte ao Sudeste e que provocou falta de energia em parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul na tarde de ontem. O Operador Nacional do Sistema (ONS) não soube informar quantas pessoas foram afetadas pelo problema detectado às 14h03min. De acordo com o ONS, a energia começou a ser restabelecida 35 minutos depois. Em nota, o ONS informou que a “perturbação no Sistema Interligado Nacional” ocorreu entre Colinas e Serra da Mesa e provocou a interrupção do fornecimento de cerca de 5 mil MW (megawatts).

“Para evitar a propagação do evento, houve atuação do primeiro estágio do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), causando o desligamento automático de cargas pré-selecionadas pelos agentes distribuidores locais, visando restabelecer a frequência do sistema”, justifica nota oficial divulgada pelo ONS. Ainda conforme o comunicado, às 14h41min, a interligação Norte-Sudeste foi religada e a frequência normalizada e, neste horário, iniciado o processo de recomposição das cargas desligadas.

As três maiores concessionárias do Rio Grande do Sul foram atingidas pela medida deixando mais de duas dezenas de cidades gaúchas, total ou parcialmente sem luz durante a tarde. Na área da AES Sul foram desligados 96 MW em cinco subestações deixando sem energia, por uma hora, as cidades de Venâncio Aires, Alegrete, Itaqui, Uruguaiana e São Borja. Já a RGE optou por um alívio de carga parcial e, com isso, aumentou o número de municípios atingidos e o tempo de interrupção. Por duas horas, o fornecimento foi parcial em Lagoa Vermelha, Bento Gonçalves, Gaurama, Sarandi, Parobé, Gravataí, Horizontina, Santa Rosa, Feliz, Nova Petrópolis e Não Me Toque. Na área da CEEE, o corte atingiu, em parte, os municípios de Porto Alegre, Guaíba, Alvorada, Camaquã, Dom Pedrito, Bagé e Pelotas.

Em Santa Catarina, a Celesc promoveu interrupção no fornecimento de energia em diversas cidades de todas as regiões do Estado. Já a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que o problema deixou 355 mil clientes sem luz em diversas regiões do Paraná. A Enersul, por sua vez, informou que 14% da área de concessão da empresa (sete cidades) no Mato Grosso do Sul teve falta de energia elétrica das 13h03min às 14h05min. No Mato Grosso, a Cemat informou que a queda de energia afetou a região central de Cuiabá e outros municípios. Porém, não informou quais cidades foram afetadas.

Em São Paulo, de acordo com a AES Eletropaulo o problema afetou o fornecimento de energia em cidades da Grande São Paulo e bairros da capital paulista. Foram afetadas: Vargem Grande Paulista, Embu, Diadema e Cotia. Entre os bairros da capital impactados estão Capão Redondo, Pedreira, Cidade Ademar, Mooca, São Mateus, Vila Prudente, Itaquera, Vila Mariana, Guaianases e Vila Matilde. No Rio de Janeiro, a Light interrompeu o fornecimento de energia em bairros do subúrbio e da zona Oeste e da Baixada Fluminense. Aproximadamente 600 mil pessoas ficaram sem luz nos bairros de Bangu, Campo Grande, Guaratiba e Jacarepaguá (zona Oeste); Méier, Pavuna, Inhaúma, Irajá, Penha, Cascadura e Madureira (subúrbio); e nos municípios de Mesquita, Belford Roxo, Queimados e Nova Iguaçu (Baixada Fluminense).

Ainda na segunda-feira, o ministro de Minas e Energia, Édison Lobão, assegurou que não havia qualquer risco faltar energia no país, por conta da falta de chuvas e queda no nível dos reservatórios de hidrelétricas. Na oportunidade, anunciou, que o governo avaliava novas medidas para evitar que a conta pelo maior uso das usinas térmicas e devido à alta no valor da energia seja repassada de uma vez aos consumidores. De acordo com o levantamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no domingo os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste registravam armazenamento médio de 39,98%. As hidrelétricas dessas duas regiões são responsáveis por cerca de 70% da produção de energia no país.

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Fonte: Correio do Povo






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