Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 05/02/2014
  • 09:07
  • Atualização: 09:29

Sem adiantamento do salário, rodoviários tentam voltar ao trabalho

Ônibus chegaram a sair das garagens, mas voltaram após apedrejamento

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Esta quarta-feira, o décimo dia de greve dos rodoviários, começou com alguns motoristas e cobradores tentando voltar ao trabalho e impedidos por defensores da greve. Onze ônibus do consórcio STS chegaram a deixar as garagens, mas voltaram após um deles ser apedrejado. A mudança na postura de alguns rodoviários seria motivada pelo não recebimento do adiantamento de 40% do salário, pago normalmente por todas as empresas por conta do dissídio.

Segundo o diretor-administrativo da Sopal, João Paulo Marzotto, a medida não é um corte da empresa. O adiantamento não teria sido feito porque o pagamento ocorre a partir da arrecadação dos ônibus, que estão em paralisação total desde a última quarta-feira. Ainda de acordo com Marzotto, 50 duplas de rodoviários se apresentaram querendo trabalhar hoje, mas foram impedidos de deixar as garagens pelos grevistas.

O argumento do diretor-administrativo da Sopal é rebatido pelo motorista Sandro Oliveira, um dos grevistas que está no piquete em frente à empresa. Para Oliveira, o não pagamento é uma represália dos empresários aos rodoviários. “Eles já receberam esse dinheiro. O cartão Tri é pago antecipado. Dinheiro eles têm, mas não querem pagar em represália. Eles querem nos matar no cansaço, mas não vão conseguir”, declarou à Rádio Guaíba.

Informações do repórter Dico Reis

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