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05/02/2014 09:40 - Atualizado em 05/02/2014 09:45

ONU pede ao Vaticano que denuncie pedófilos à polícia

Comitê afirmou que a Igreja Católica não tem feito o suficiente para erradicar o crime

O Vaticano tem que afastar de seus cargos todos aqueles que abusaram sexualmente de crianças e denunciá-los à polícia, afirmou nesta quarta-feira o Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança. Nas conclusões de um relatório, o comitê pede à Santa Sé para "afastar de imediato de suas funções todos os autores conhecidos e suspeitos de abusos sexuais de crianças, assim como denunciá-los às autoridades competentes para que os investiguem e sejam processados".

O documento foi publicado após uma audiência celebrada no mês passado em Genebra, na qual membros do comitê, integrado por 18 especialistas em direitos humanos de todo o mundo, interrogaram uma delegação do Vaticano sobre sua política de luta contra a pedofilia. No relatório, o comitê afirma que a Igreja Católica não tem feito o suficiente para cumprir o compromisso de erradicar a pedofilia.

O comitê da ONU destaca "a profunda inquietação com os abusos sexuais cometidos contra crianças por integrantes de igrejas católicas que atuam sob a autoridade da Santa Sé". Também recorda que os crimes cometidos por religiosos afetam "dezenas de milhares de crianças de todo o mundo".

"O Comitê está muito preocupado de que a Santa Sé não tenha reconhecido a amplitude dos crimes cometidos, não tenha adotado as medidas apropriadas para enfrentar os casos de pedofilia e para proteger as crianças e tenha adotado políticas e práticas que propiciaram o prosseguimento dos abusos e a impunidade dos autores", completa o texto.

O documento critica em particular a política de transferir de paróquia os padres pedófilos, uma prática que considera como uma tentativa de acobertar os crimes e evitar que sejam julgados pelas autoridades civis. "A prática da mobilidade dos criminosos, que tem permitido a muitos sacerdotes permanecer em contato com crianças e seguir abusando delas, continua expondo crianças de muitos países a um alto risco de sofrer abusos sexuais", afirma o relatório.


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Fonte: AFP






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