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05/02/2014 12:28 - Atualizado em 05/02/2014 12:54

Cansaço coletivo marca décimo dia de greve de ônibus

Rodoviários, representantes de empresas e população demonstram esgotamento com impasse

O acordo coletivo para o final da greve dos rodoviários em Porto Alegre poderia muito bem ser alterado para cansaço coletivo. Esse foi sentimento quase geral na manhã desta quarta-feira na Capital gaúcha, que chegou ao 10º dia de paralisação dos ônibus. As reclamações e o cansaço são visíveis nos rodoviários, em representantes das empresas e principalmente na população.

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Uma demonstração clara foi o diálogo entre uma passageira e três motoristas em frente à sede da Viação Teresópolis Cavalhada (VTC), do consórcio STS. “Essa greve está cansando já”, comentou ela, ouvindo como resposta de um dos motoristas: “Estamos todos cansados”.

Em 10 dias de greve, com o crescente desencontro de informações e orientações, é claro o esgotamento da população, neste momento a mais prejudicada. “Não dá vontade de fazer nada. Tudo é demorado e complicado”, desabafou Elisabete Alves, moradora do bairro Cruzeiro, enquanto esperava um táxi na avenida Tronco.

Ela lamentou ainda que nem todo mundo compreende as dificuldades provocadas pela greve. “Meu patrão disse que tenho que ir trabalhar de qualquer maneira. Nem que vá caminhando. Não está nada fácil”, comentou a jovem.

Sem muitas opções, já que na região não há linhas de lotação regulares, os últimos dias têm sido de improviso. “Num dia peguei uma van até parte do trajeto e depois saí caminhando, em outro inverti o processo. Teve ainda uma vez que rachei um táxi com uma senhora na parada e outra”, relatou.

A zeladora Gladis Barbosa, de 62 anos, optou por encarar uma caminhada de uma hora da avenida Tronco até a rua Carlos Barbosa, no bairro Azenha. “Pelo menos lá as chances são maiores de conseguir uma lotação”, afirmou.

O mesmo roteiro foi feito nos últimos dias. E a peregrinação não para por aí. Após chegar na Carlos Barbosa, ela ainda precisa pegar uma lotação até o centro e de lá outra até o bairro Bela Vista, onde fica o prédio em que trabalha. 

Em outras ruas da cidade o que se viu eram lotações, vans escolares e ônibus clandestinos circulando com número de passageiros bem superior à capacidade, em especial os vindos da zona Sul. De dentro dos veículos, os passageiros reclamavam do aperto e, do lado de fora, os transtornos eram com o tempo de espera, que em alguns casos ultrapassava uma hora.

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Fonte: Mauren Xavier / Correio do Povo





» Tags:Greve Geral Ônibus

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