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06/02/2014 22:40 - Atualizado em 06/02/2014 22:55

Protesto em Porto Alegre dirige a palavra ao Tribunal de Contas do Estado

Muros do TCE foram pichados contra aumento da passagem durante marcha

Protesto em Porto Alegre dirige a palavra ao Tribunal de Contas do Estado
Crédito: Fabiano do Amaral

A nova mobilização no Centro de Porto Alegre protestou contra as condições e tarifa do transporte coletivo, mas ganhou ao longo de sua caminhada tons de crítica à Copa do Mundo e também de defesa da árvores cortadas em obras da Capital. Cerca de 300 pessoas partiram em marcha, desde a frente do Paço Municipal, concentrando suas críticas sobre o prefeito José Fortunati e também em favor da luta trabalhista dos rodoviários contra as empresas de ônibus. Faixas, exibidas pelas diversas representações do Bloco de Luta, criticavam os gastos para a Copa do Mundo e expressavam contrariedade sobre a possibilidade de aumento nas tarifas.

Um caminhão com equipamento de som foi usado para enfatizar o discurso contra alguns dos projetos de mobilidade criados para o Mundial de Futebol e, também, contra a já extinta ideia de promover uma corrida de Fórmula Indy na capital gaúcha, que custaria US$ 25 milhões segundo extimativas.

Por volta das 20h, o séquito partiu em caminhada pela Borges de Medeiros e dobrou à esquerda na Mauá. O curso era diferente do habitual, quando os terminais de coletivos Parobé e Rui Barbosa eram alvo de propagação ideológica do grupo. Desta vez foram para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o qual definiu, em parecer aprovado pelos conselheiros, o modelo de cálculo para os futuros reajustes nas passagens de ônibus.

“Nossa homenagem a esse tribunal, que pela primeira vez em sua história decidiu algo em favor do povo”, diziam, debochados, os líderes ao microfone, entendendo que a decisão elabora mais correção e transparência ao processo. “Mesmo assim, a atitude favorece o aumento para os empresários”, prosseguiu a crítica, mais explícita.

Nesse momento, o mais tenso na marcha, as forças destacadas pela Brigada Militar, a pé e a cavalo, tomaram posições mais próximas do grupo para evitar vandalismo. O enfrentamento não aconteceu, sem quebradeiras. Somente a tinta de spray colorido anotou raiva juvenil nas paredes do TCE.

Por fim, o protesto se uniu a ecologistas que defendem as tipuanas da praça Júlio Mesquita contra a derrubada para obras. Há cerca de um ano, parte da vegetação foi retirada para ampliação da avenida Beira-Rio, o que gerou manifestações e até a paralisação da obra.


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Fonte: Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo






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