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10/02/2014 21:45 - Atualizado em 10/02/2014 22:46

Rodoviários recusam proposta, mas decidem voltar ao trabalho

Decisão vale até o julgamento do dissídio da categoria, na próxima segunda-feira

Decisão vale até o julgamento do dissídio da categoria
Crédito: Fabiano do Amaral / CP

Depois de 15 dias, os ônibus retornarão às ruas de Porto Alegre. Pelo menos ao longo desta semana. Esta foi a decisão final da assembleia dos rodoviários, realizada na noite desta segunda-feira, no Ginásio Tesourinha. A categoria comprometeu-se a colocar 100% da frota nas ruas nesta terça-feira, mas rejeitou a proposta elaborada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com isso, se mantém o  estado de greve até o dia 17, quando o dissídio será definido pelo TRT.

• Crise no transporte público longe do fim
• Pelo menos 47 ônibus são depredados durante a greve

Cerca de mil rodoviários foram ao Tesourinha na noite desta segunda. Após começar com atraso, a assembleia chegou a ser interrompida por dez minutos em razão de falta de luz. Quando ela foi retomada, os líderes do movimento esplanaram suas opiniões e deu-se as votações.

A primeira decisão tomada, com os trabalhadores muito divididos, foi pela continuidade da greve. Em seguida eles votaram se manteriam ou não a paralisação na ilegalidade – descumprindo a determinação do TRT de colocar 70% dos coletivos circulando em horários de pico e 30% nos demais. Aí a decisão foi unânime por todos voltarem ao trabalho.

Categoria foi corajosa, avalia sindicalista

“A categoria teve coragem de fazer o que nenhum prefeito ou patronal teve. Mesmo que o dissídio seja votado semana que vem vamos rodar 100% a partir de amanhã”, declarou o representante da comissão de negociação, Alceu Weber.
Ele, no entanto, não assegurou a totalidade dos ônibus nas ruas. “A garantia não existe, porque existe uma deficiência muito grande no quadro e na frota”, explicou.

Mais cedo, Weber defendeu o fim da greve na assembleia e a aceitação da proposta de 7,5% de reajuste salarial para a categoria, vale-alimentação de R$ 19, extinção gradual do banco de horas e manutenção do plano de saúde, com contribuição de R$ 10.

Decisão na Justiça

Com a crise no transporte público se arrastando desde o início do ano, a decisão sobre o reajuste dos rodoviários ficará a cargo da Justiça. A decisão ficará a cargo da Seção de Dissídios Coletivos do TRT. A sessão que deve definir o valor é a de 17 de fevereiro.

Entre as pautas dos rodoviários, o índice de reajuste é de 14%, enquanto o máximo oferecido por pelos empresários foi de 7,5%. Outra reivindicação, a extinção do banco de horas, foi acertado nesta segunda.

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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