Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 16/02/2014
  • 17:35
  • Atualização: 17:40

Operação Golfinho registra 311 salvamentos em fevereiro

Faixa etária que concentra maior número de casos é dos 11 aos 20 anos

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  • Cíntia Marchi / Correio do Povo

Nas duas primeiras semanas de fevereiro, ocorreram 311 salvamentos no litoral gaúcho, segundo levantamento da Operação Golfinho. O número é praticamente igual na comparação com o mesmo período de janeiro, quando os
salva-vidas precisaram atuar em 317 casos. Em toda a temporada, não foi registrada nenhuma morte nos horários de atuação da operação.

Ao todo, de 21 de dezembro até o último sábado, 15 de fevereiro, foram realizados 1.260 salvamentos. O número é 25% menor do que no ano passado. Neste mesmo período, em 2013, 1.688 pessoas precisaram de ajuda para sair
do mar com vida. O coordenador de efetivo da Operação Golfinho, major João Batista da Rosa Nunes, acredita que a diminuição dos incidentes no mar nesta temporada pode estar relacionada às ações preventivas realizadas pelos profissionais. O major César Bonfanti também diz que as pessoas têm aceitado melhor as orientações dos salva-vidas. “Anos atrás os veranistas não gostavam de ser chamados a atenção. Hoje, a gente nota que eles entendem melhor as nossas ações”.

O major João Batista também destaca que a redução no número de acidentes, neste ano, em relação ao verão anterior, contraria as estimativas. “Neste ano, o mar está muito mais favorável para o banho e a tendência seria as pessoas se arriscarem mais. No entanto, houve menos salvamentos”, comemora.

Mas os prognósticos positivos não podem abrir espaço para descuidos. Apenas no dia 18 de janeiro, os salva-vidas precisaram agir em 150 casos. O pico, em fevereiro, chegou a 70 salvamentos, no dia 9. O ponto onde ocorreu o maior número de socorro nesta temporada foi na guarita 134, em Imbé. Só ali 54 pessoas precisaram de ajuda para deixar o mar. O soldado Toranagá Matos Hoffmann, de 28 anos, atuou em grande parte dos casos. Há
quatro anos, ele atua na guarita de Imbé. Ele acredita que as características do mar naquele ponto possam ter contribuído. “Aqui tem muita corrente de retorno, muito repuxo. Geralmente, as pessoas entram nas águas achando que está raso e acabam caindo nestas correntes”, explica o salva-vidas.

O tenente Nilton de Almeida Renê diz que uma das causas principais para tantos salvamentos é o abuso na ingestão de álcool. A faixa etária que concentra maior número de casos é dos 11 aos 20 anos. Fora dos locais protegidos pela Operação Golfinho, no Estado, ocorreram 86 afogamentos neste ano.

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