Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 20/02/2014
  • 10:10
  • Atualização: 11:17

Servidores municipais da saúde paralisam atividades por 24 horas

Moradores de Porto Alegre devem buscar atendimento em outras unidades

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  • Dico Reis / Rádio Guaíba

Cerca de 60 servidores de saúde municipais realizaram ato na manhã desta quinta-feira, em frente ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, por melhores condições de trabalho.

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) orienta a população que procura atendimento no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, Hospital de Pronto Socorro e nos Pronto Atendimentos da Bom Jesus, da Lomba do Pinheiro e Cruzeiro do Sul a buscarem atendimento em outras unidades de saúde de Porto Alegre nesta quinta-feira. Nessas unidades estão sendo garantidos os 30% mínimos exigidos pela Lei de Greve.

De acordo com a presidente do SIMPA, Carmen Padilha, cerca de 2 mil funcionários destas instituições cruzam os braços por 24 horas, reivindicando a regulamentação e aplicação do percentual de 40% de insalubridade para todos os servidores da saúde e respeito aos 12 plantões.

A categoria, em estado de greve desde 23 de janeiro, denuncia ações da Prefeitura que, segundo eles, precarizam a saúde. No Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas inúmeros leitos estão fechados por falta de servidores, colocando em risco o atendimento na UTI pediátrica e na emergência pediátrica, que é referência no Estado e está sob ameaça de fechamento.

No Hospital de Pronto Socorro, há a extinção da UTI cardioclínica da enfermaria da clínica, da unidade de traumas de face, o serviço social não funciona à noite e aos finais de semana. No Pronto Atendimento da Bom Jesus, salas foram fechadas e o número de atendimentos reduzidos, aumentando o tempo de espera. Os pacientes que aguardam internação hospitalar não recebem alimentação adequada e a farmácia fica fechada aos finais de semana por falta de funcionários. No Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul a superlotação da Psiquiatria é um risco para os usuários e trabalhadores, o setor de isolamento funciona em condições insalubres com risco de contaminação para todos. O bloco cirúrgico está fechado.

O SIMPA denuncia ainda a imposição aos trabalhadores da saúde de uma carga excessiva de trabalho com o aumento do número de plantões, a redução ou retirada da insalubridade, além das condições precárias e assédio moral. Nesta sexta-feira, haverá um ato público às 9h, em frente ao HPS, com saída dos manifestantes em caminhada até o Paço Municipal.

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