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20/02/2014 18:51 - Atualizado em 20/02/2014 18:55

Paralisação de municipários reduz atendimentos de emergência no HPS

Hospital de Clínicas apresenta superlotação três vezes acima da capacidade, em reflexo

Os atendimentos no Hospital de Pronto Socorro (HPS) caíram de 350 para cerca de 40<br /><b>Crédito: </b> Jonathan Heckler / Câmara Municipal / CP
Os atendimentos no Hospital de Pronto Socorro (HPS) caíram de 350 para cerca de 40
Crédito: Jonathan Heckler / Câmara Municipal / CP
Os atendimentos no Hospital de Pronto Socorro (HPS) caíram de 350 para cerca de 40
Crédito: Jonathan Heckler / Câmara Municipal / CP

Apesar da Secretaria Municipal da Saúde informar, por meio de nota, que todos os serviços de urgência e emergência estão mantidos e que a paralisação não afetou de forma significativa o atendimento à população, os hospitais de Porto Alegre tiveram um dia no limite da capacidade. De acordo com o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), os atendimentos no Hospital de Pronto Socorro (HPS) caíram de 350 para cerca de 40, dado contestado pela secretaria municipal da Saúde.

No confronto de informações, Simpa relata que apenas pacientes graves e com fraturas são atendidos. Conforme os registros hospitalares apurados pela prefeitura, contudo, houve leve queda nos atendimentos, mas a população está sendo tratada na casa de saúde.

A prefeitura reconheceu que houve concentração de servidores no HPS e HMIPV, mas sem comprometer o atendimento. Nos pronto atendimentos da Lomba do Pinheiro e Restinga não houve nenhuma interrupção. Nas unidades da Vila Bom Jesus e Cruzeiro do Sul, médicos e enfermeiros realizam uma classificação de risco dos pacientes, sendo atendidos apenas os casos de risco de vida. Os demais eram orientados a buscar atendimento nas unidades básicas de saúde, mais próximas.

HCPA atende apenas casos gravíssimos


As paralisações se refletem, principalmente, na lotação da emergência Hospital de Clínicas (HCPA). De acordo com a assessoria da instituição, estão sendo atendidas 132 pessoas para apenas 49 leitos. Nota oficial indica que a superlotação é reflexo da paralisação dos profissionais de saúde nos hospitais de Pronto Socorro (HPS), Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV) e nos pronto-atendimentos Cruzeiro do Sul, Bom Jesus e Lomba do Pinheiro.

Por conta da situação emergencial, o HCPA informa que não receberá pacientes em casos menos graves. Apenas situações de risco iminente de morte e encaminhados pelas ambulâncias da SAMU serão admitidos.

Prefeitura marca reunião


A parada dos servidores da saúde trouxe resposta da gestão municipal no fim da tarde. O sindicato foi convocado para reunião na prefeitura. Segundo a diretora de comunicação da Simpa, Carmem Padilha, com cerca de 2 mil trabalhadores em estado de greve, o Executivo foi pressionado e marcou uma reunião para a tarde desta sexta-feira. O encontro ocorrerá às 15h30min na Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento (SMPEO).

Conforme Carmem, servidores cruzaram os braços reivindicando a regulamentação e aplicação de um abono de 40% a título de insalubridade para todos e o respeito a um teto de 12 plantões por mês.


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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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