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22/02/2014 11:42 - Atualizado em 22/02/2014 11:52

Presidente ucraniano nega renúncia e denuncia golpe

Parlamento aprovou a libertação da líder opositora Yulia Timoshenko

Presidente ucraniano afirma que não pretende renunciar e denuncia golpe KIEV<br /><b>Crédito: </b> Anastasia Sirotkina / Pool / AFP / CP
Presidente ucraniano afirma que não pretende renunciar e denuncia golpe KIEV
Crédito: Anastasia Sirotkina / Pool / AFP / CP
Presidente ucraniano afirma que não pretende renunciar e denuncia golpe KIEV
Crédito: Anastasia Sirotkina / Pool / AFP / CP

O presidente ucraniano Viktor Yanukovytch anunciou que não tem a intenção de renunciar e denunciou um "golpe de Estado", em um discurso exibido na TV em plena crise política no país. "Há um golpe de Estado no país", declarou neste sábado. "Não tenho a intenção de apresentar minha demissão. Sou um presidente eleito legitimamente. Não tenho a intenção de sair do país", completou Yanukovytch, que também disse que as decisões do Parlamento são "ilegítimas".

Mais cedo, o deputado da oposição Mikola Katerinchuk garantiu que o presidente deixaria o cargo. Yanukovytch saiu de Kiev e viajou para o leste da Ucrânia.  Mas apesar do desejo de permanecer no posto, o poder do atual líder do país desmorona. 

O Parlamento aprovou a libertação da opositora Yulia Timoshenko, líder da Revolução Laranja pró-Ocidente de 2004 e adversária derrotada nas eleições de 2010. Pouco antes, o braço direito de Timoshenko, Olexander Turchinov, foi eleito presidente do Casa e substitui uma pessoa ligada a Yanukovytch, Volodymyr Rybak, que renunciou durante a manhã.

O Congresso também designou outro aliado de Timoshenko, Arsen Avakov, como ministro do Interior interino. Também neste sábado, a polícia ucraniana declarou estar "ao lado do povo" e compartilhar suas aspirações de "mudanças rápidas", em um comunicado publicado em nome de todos os agentes do ministério do Interior.

Mais cedo, jornalistas do Kanal 5 informaram que entraram sem dificuldades na residência de Yanukovytch, habitualmente muito vigiada, na periferia de Kiev. Manifestantes estavam a apenas 50 metros da entrada da presidência no centro da capital, outro local habitualmente submetido a uma rígida vigilância.

Tudo acontece um dia depois da assinatura de um acordo entre o governo e a oposição para tentar acabar com a crise no país, que deixou dezenas de mortos nos últimos dias. O texto prevê importantes concessões de Yanukovytch, sob crescente pressão da comunidade internacional: eleições presidenciais antecipadas, a formação de um governo de unidade nacional e o retorno à Constituição de 2004, que dá mais poderes ao Parlamento e ao governo.

Um dia depois do acordo, quase 40 deputados do governista Partido das Regiões anunciaram a saída da formação. Todos os acontecimentos das últimas horas deixam a sensação de um vácuo de poder na capital da ex-república soviética, que enfrenta a crise mais grave desde a independência de Moscou em 1991, após a queda da URSS. "Exigimos eleições presidenciais antecipadas antes de 25 de maio", pediu Klitschko. Em Maidan (Praça da Independência de Kiev), praticamente uma zona de guerra, milhares de pessoas permaneciam reunidas neste sábado, perto de barricadas. E não havia sinal de desocupação da área pelos opositores. 


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Fonte: AFP






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