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22/02/2014 21:24

Protesto contra a Copa do Mundo em SP deixa feridos

Durante a manifestação, pelo menos, cem pessoas foram detidas para averiguação

A manifestação contra os gastos com a Copa do Mundo reúne mil pessoas na Praça da República, no centro da capital paulista, informou a Polícia Militar (PM). Durante o protesto, pelo menos, cem pessoas foram detidas para averiguação. Dentre elas, cinco jornalistas que faziam a cobertura no local, sendo três repórteres e dois fotógrafos.

Até o início da noite, quatro policiais militares ficaram feridos na manifestação: um com corte no lábio, outro com corte no rosto, e um cabo e outro soldado, ambos com fratura no membro superior.

Tumulto
A confusão começou quando manifestantes e policiais militares entraram em confronto na rua Xavier de Toledo, centro de São Paulo, no início da noite deste sábado, durante o ato contra a Copa do Mundo. Pelo menos, duas agências bancárias foram depredadas.

Para conter o tumulto, a PM fez um cerco aos manifestantes no meio da rua. Bombas de efeito moral também foram usadas. Por volta das 19h30, a polícia informou que a situação estava controlada.

Os policiais também informaram por meio da rede social que câmeras da estação Ana Rosa flagraram uma pessoa deixando uma mochila no local. Os funcionários do metrô, ao verificar a bolsa, encontraram um “coquetel molotov”. Segundo a PM, o artefato pertencia a um manifestante.

Na página do evento no Facebook, os organizadores criticam a forma como a Copa do Mundo ocorrerá no País. “Bilhões do nosso dinheiro público estão sendo gastos em estádios privados, milhares de famílias estão sendo removidas de suas casas e os investimentos em rodovias e transporte público encontram mais um motivo para servir à especulação imobiliária”.

“Iremos às ruas pela educação pública estatal de qualidade, por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação, por vagas para todos - da creche à universidade, por valorização dos professores”, diz o comunicado. Mais de 14 mil pessoas confirmaram presença no evento.

Esse é o segundo protesto do ano contra a Copa, em São Paulo. O primeiro, há quase um mês, foi marcado pela violência. O protesto teve a participação do movimento Black Bloc, que entrou em confronto com a Tropa de Choque. Parte dos manifestantes ficou presa dentro de um hotel na Rua Augusta, quando tentava se refugiar das bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Um dos participantes, Fabrício Alves, de 22 anos, reagiu a uma abordagem da PM com um estilete, levando dois tiros, que atingiram o tórax e o pênis. Fabrício ficou 16 dias internado na Santa Casa.

Hoje o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) intimou manifestantes suspeitos de práticas criminosas para prestarem depoimento. No Facebook, militantes divulgaram fotos das intimações. Os suspeitos foram convocados a prestar depoimento às 16h sobre crimes de dano e formação de quadrilha.

Na página da rede social, os manifestantes reclamaram, dizendo que a intimação para as 16h seria uma tentativa desleal de enfraquecer o ato, que foi marcado para as 17h. “A Polícia Civil, a mando de forças maiores, está intimando manifestantes a depor no mesmo dia e horário da manifestação contra Copa. Essa é a forma que eles encontraram de intimidar os ativistas. Não vamos nos calar diante dessa afronta”, dizem.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que as oitivas fazem parte de uma série de depoimentos previamente agendados. Desde outubro, quando foi instaurado o inquérito para investigar os participantes de protestos, mais de 80 pessoas foram ouvidas.

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Fonte: Agência Brasil e Rádio Guaíba






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