Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 25/02/2014
  • 20:49
  • Atualização: 14:00

Empresário levava cerca de R$ 50 mil quando foi morto, diz polícia

Corpo do publicitário Lairson José Kunzler foi sepultado nesta terça-feira

Corpo do publicitário Lairson José Kunzler foi sepultado nesta terça-feira | Foto: Paulo Nunes / CP

Corpo do publicitário Lairson José Kunzler foi sepultado nesta terça-feira | Foto: Paulo Nunes / CP

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  • Correio do Povo

Investigações preliminares da Polícia Civil apontam que o publicitário Lairson José Kunzler, 68 anos, assassinado a tiros na zona Sul de Porto Alegre, carregava um malote com cerca de R$ 50 mil e que os suspeitos do crime teriam informações privilegiadas sobre a rotina do sócio diretor da Paim Comunicações. Para a titular da 6ª Delegacia de Polícia da Capital, delegada Aurea Regina Hoeppel, apesar de jovem - 24 e 25 anos -, a dupla suspeita do crime tinha experiência neste tipo de ação, até pela forma como manuseou a arma.

A delegada informou ainda que serão analisadas as imagens das câmeras de monitoramento da região para buscar identificar os autores do latrocínio - roubo seguido de morte. “O publicitário foi vítima da chamada saidinha de banco”, afirmou.

As imagens das câmeras de segurança do condomínio onde morava o empresário na zona sul de Porto Alegre, mostram o Honda Civic do diretor de Relações com o Mercado da Paim Comunicação sendo seguido por uma moto com dois homens. O empresário levava o dinheiro em um malote. O valor foi sacado em uma agência no bairro Moinhos de Vento. Imagens das câmeras da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) também serão usadas para levantar os detalhes do percurso e para saber se o empresário já estava sendo seguido, desde que saiu da agência.

Segundo a delegada, a polícia trabalha com a hipótese de que o empresário suspeitava que estava sendo seguido e que os criminosos são especializados na chamada “saidinha de banco”. O que reforça essa possibilidade é a velocidade a qual ele chega ao condomínio, conforme verificado pela câmera de segurança do prédio. Outra imagem em análise pela investigação é a que aproxima a placa da moto e os criminosos, que estavam de capacete.

Sepultamento

Familiares e amigos se despediram de Kunzler na tarde desta terça. O corpo dele foi sepultado no Cemitério São Miguel e Almas. Entre os presentes, estava o jornalista Celso Ferlauto, especialista em automobilismo. Ele disse que Kunzler era uma “pessoa fantástica” e respeitada no meio publicitário. O diretor comercial do Grupo Sinos em Porto Alegre, Roberto Pauletti, relatou que vai reunir os comunicadores gaúchos para tentar elaborar um projeto que ajude na redução da criminalidade. “É necessário discutir ações para combater a criminalidade”, comentou.

Kunzler, era casado há 34 anos, com Moema, e deixa os filhos Patrícia e André, além de Luciana do primeiro casamento, e os netos Pedro e Francisco.

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