Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 27/02/2014
  • 07:30
  • Atualização: 07:46

Ucrânia tem novo premiê pró-Europa

Arseniy Yatsenyuk foi designado para cargo em meio a confrontos

Arseniy Yatsenyuk foi designado primeiro-ministro da Ucrânia | Foto: Maurizio Gambarini / AFP / CP

Arseniy Yatsenyuk foi designado primeiro-ministro da Ucrânia | Foto: Maurizio Gambarini / AFP / CP

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  • AFP

O pró-europeu Arseniy Yatsenyuk foi designado na noite dessa quarta-feira primeiro-ministro da Ucrânia, enquanto foram registrados confrontos entre manifestantes pró-russos e partidários das novas autoridades ucranianas na Crimeia. O novo governo ucraniano é formado por várias personalidades do movimento de contestação.

Yatsenyuk foi solenemente anunciado pelo Conselho da Maidan, que reúne os líderes políticos dos protestos ucranianos, da sociedade civil e dos grupos radicais, na emblemática praça da Independência (Maidan). Essas nomeações devem ainda ser confirmadas pelo Parlamento nesta quinta-feira.

Aos 39 anos, Arseniy Yatsenyuk assumirá o governo de união nacional até a realização de uma eleição presidencial antecipada, prevista para 25 de maio. Membro do partido da opositora Yulia Tymoshenko, ele já foi ministro da Economia e das Relações Exteriores.

O novo premiê deverá enfrentar a difícil tarefa de impedir que a Ucrânia declare falência e conter as tendências separatistas cada vez mais vivas no sul do país, principalmente na Crimeia, península autônoma onde grande parte da população se identifica com Moscou.

Mais de 5 mil pessoas se reuniram nessa quarta-feira em frente ao Parlamento da Crimeia, na capital provincial Simferopol. Pró-russos exigiam um referendo sobre o estatuto da península, enquanto os tártaros, uma comunidade muçulmana, estavam decididos a defender a unidade da Ucrânia. Em meio às manifestações, o corpo de um homem, aparentemente morto por um ataque cardíaco e sem apresentar sinais de violência foi encontrado perto do Parlamento, segundo o Ministério regional da Saúde.

A Crimeia, que possui uma grande população de língua russa, é a região da Ucrânia mais suscetível a não reconhecer as novas autoridades em Kiev, depois da destituição do presidente Viktor Yanukovytch na semana passada. Apesar disso, o presidente do Parlamento local descartou qualquer debate sobre uma eventual separação.

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