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27/02/2014 09:49 - Atualizado em 27/02/2014 10:01

Presidente deposto da Ucrânia pede segurança à Rússia

Viktor Ianukóvich disse que ainda se considera chefe de Estado da Ucrânia

Imegem de dezembro de 2013 mostra o então presidente ucranianio, Viktor Ianukóvich <br /><b>Crédito: </b> Muykhylo Markiv / Ukrainian Presidential Press SCE / AFP /CP
Imegem de dezembro de 2013 mostra o então presidente ucranianio, Viktor Ianukóvich
Crédito: Muykhylo Markiv / Ukrainian Presidential Press SCE / AFP /CP
Imegem de dezembro de 2013 mostra o então presidente ucranianio, Viktor Ianukóvich
Crédito: Muykhylo Markiv / Ukrainian Presidential Press SCE / AFP /CP

O presidente deposto da Ucrânia, Viktor Ianukóvich, disse nesta quinta-feira que continua a se considerar chefe de Estado legítimo do país e pediu à Rússia que garanta a sua segurança. Em mensagem ao povo ucraniano, divulgada pela agência russa de notícias Interfax, ele informou que é vítima de ameaças e assinalou que o novo poder em Kiev é ilegítimo.

"Eu, Viktor Fiodorovich Ianukóvich, dirijo-me ao povo da Ucrânia. Como antes, considero-me chefe legítimo do Estado ucraniano, eleito pela vontade livremente expressa dos cidadãos", acrescentou no texto. "Têm chegado ameaças de represálias, para mim e para os meus próximos. Tenho que pedir às autoridades da Federação Russa que garantam a minha segurança pessoal perante ações extremistas". Fonte próxima das autoridades russas informou que o país respondeu positivamente ao pedido do presidente deposto, garantindo-lhe segurança no território. "Dado que Ianukóvich se dirigiu às autoridades russas para pedir que garantam a sua segurança pessoal, informamos que esse pedido foi satisfeito em território russo".

Ianukóvich destacou que qualquer ordem dada às Forças Armadas e aos serviços de segurança para intervir nos assuntos políticos internos será ilegal e criminosa. Disse também estar determinado a lutar até o fim pelo cumprimento dos "importantes acordos alcançados para retirar a Ucrânia da profunda crise política", em referência ao acordo que firmou na última sexta-feira com a oposição, sob mediação da União Europeia. "Lamentavelmente, tudo o que ocorre agora na Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia não é legítimo", insistiu. Ele considerou ser "evidente que o povo do Sudeste da Ucrânia e da Crimeia (zonas que adotam o idioma russo) não aceita o vazio de poder e o que está ocorrendo no país, quando os dirigentes dos ministérios são eleitos por uma multidão em uma praça".

Ianukóvich está em local desconhecido desde o último sábado, quando a oposição tomou o poder em Kiev, depois de três meses de protestos.


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Fonte: Agência Brasil






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