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28/02/2014 10:02 - Atualizado em 28/02/2014 13:05

Ucrânia acusa Rússia de invasão armada

Governo pediu que Estados Unidos e Grã-Bretanha garantam soberania ucraniana

Ucrânia pede ajuda para manter soberania<br /><b>Crédito: </b> Genya Savilov / AFP / CP
Ucrânia pede ajuda para manter soberania
Crédito: Genya Savilov / AFP / CP
Ucrânia pede ajuda para manter soberania
Crédito: Genya Savilov / AFP / CP

A Ucrânia acusou nesta sexta-feira a Rússia de invasão armada e pediu que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha garantam sua soberania, em um momento em que as autoridades do país conseguiram retomar o controle de dois aeroportos das mãos de comandos pró-russos na região da Crimeia.

A retomada do controle dos aeroportos nessa região, que estariam nas mãos de homens armados com ligação com o exército russo, segundo as autoridades de Kiev, ocorreu poucas horas antes de uma coletiva de imprensa do presidente destituído Viktor Yanukovytch, que foi recebido em território russo.

"Houve uma tentativa de tomar os aeroportos de Simferopol e de Sebastopol, mas localizamos estas tentativas. Os aeroportos agora estão controlados pelas forças de segurança ucranianas", afirmou o diretor do Conselho Nacional de Segurança e de Defesa, Andriy Parubiy, em declarações televisionadas.

Mais cedo, o ministro do Interior interino da Ucrânia, Arsen Avakov, havia informado que "unidades armadas da frota russa bloqueiam" o aeroporto de Belbek, próximo à cidade de Sebastopol, e que homens armados também se apoderaram do aeroporto em Simferopol.

Pedido aos EUA e à Grã-Bretanha


O Parlamento ucraniano votou, por sua vez, uma resolução que pede que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha exerçam seu papel de fiadores da soberania desta ex-república soviética independente desde 1991.

Estados Unidos, Grã-Bretanha e Rússia se declararam fiadores da independência da Ucrânia em 1994, em troca de que o novo país renunciasse às armas nucleares que havia herdado do arsenal da desmembrada União Soviética. Os acontecimentos se aceleraram nos últimos dois dias na Península da Crimeia, uma República Autônoma da Ucrânia, onde a maior parte dos dois milhões de habitantes fala russo.

Em Simferopol, a bandeira russa foi içada na quinta-feira sobre o Parlamento local, controlado igualmente por várias dezenas de homens armados pró-russos. Os deputados destituíram o governo local e votaram pela realização de um referendo no dia 25 de maio para ter mais autonomia. Essa também é a data escolhida pelas novas autoridades de Kiev para realizar eleições presidenciais antecipadas, que buscam legitimar a revolução que na semana passada derrubou Yanukovytch.

Yanukovytch foi destituído pelo Parlamento após três meses de protestos em Kiev, desencadeados por sua súbita decisão de dar as costas a um acordo comercial com a União Europeia (UE) para estreitar seus vínculos com a Rússia. O ex-presidente, que na quinta-feira reapareceu na Rússia após cinco dias de ausência, dará uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira às 13h (10h de Brasília), na qual deve reiterar sua denúncia do movimento que o tirou de Kiev. "Continuo me considerando como o chefe legítimo do Estado ucraniano", afirmou na quinta-feira.

Já a Ucrânia declarou nesta sexta-feira que pedirá à Rússia a extradição de seu ex-presidente, afirmou o ministério público em um comunicado. "O procurador-geral da Ucrânia tem a intenção de pedir a extradição do cidadão Viktor Yanukovytch, procurado em nível internacional, se for confirmada sua presença na Rússia", informou o ministério, que abriu contra ele uma investigação por "assassinatos em massa".

A Crimeia está se convertendo no principal foco de resistência às novas autoridades. A península pertencia à Rússia, que a cedeu à Ucrânia em 1954, quando as duas repúblicas formavam parte da União Soviética. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse nessa quinta-feira estar "extremamente preocupado pelas evoluções mais recentes na Crimeia" e convocou a Rússia a evitar "qualquer ação que possa provocar uma escalada" na crise.

As autoridades russas negaram qualquer vínculo com os distúrbios da Crimeia, indicou o secretário americano de Estado, John Kerry, que falou na quinta-feira por telefone com seu colega russo Serguei Lavrov. A Rússia prometeu "respeitar a integridade territorial da Ucrânia", acrescentou Kerry, reiterando sua advertência contra qualquer provocação.

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Fonte: AFP






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