Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 03/03/2014
  • 20:08
  • Atualização: 20:21

Lei para ampliar Hospital de Clínicas deve ser votada na quarta-feira

Câmara de Porto Alegre não deve realizar audiência pública sobre corte de árvores

Câmara de Porto Alegre não deve realizar audiência pública sobre corte de árvores | Foto: HCPA/Divulgação

Câmara de Porto Alegre não deve realizar audiência pública sobre corte de árvores | Foto: HCPA/Divulgação

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  • Samantha Klein/Rádio Guaíba

O projeto de lei complementar do Executivo que pretende autorizar a ampliação do Hospital de Clínicas deverá ser votado na tarde da próxima quarta-feira, na Câmara de Vereadores. Se houver quórum, a previsão é de que os vereadores aprovem a obra que é alvo de críticas de ambientalistas e defensores do patrimônio histórico. Mesmo que solicitada, não deverá ser realizada audiência pública para discutir o projeto antes da votação.

“Minha expectativa é que todos os vereadores compareçam porque é urgente a aprovação desse projeto. Em 2012, houve audiência pública realizada pelo próprio hospital e não deverá haver nova discussão”, avaliou o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Thiago Duarte.

A Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc) de Porto Alegre impôs restrições para colocar a obra em prática por se tratar de um exemplar do estilo modernista. Já o corte de 240 árvores é contestado pela Associação Gaúcha de Proteção ao Meio Ambiente (Agapan) e Instituto Ingá de Estudos Ambientais.

O professor da UFRGS e ambientalista Paulo Brack argumentou que não foram apresentadas alternativas ao corte da vegetação que cumpre importante função para a recuperação de pacientes e para manutenção do conforto térmico do bairro. “É importante verificar se existe algum outro prédio que pode ser utilizado para realizar a ampliação sem a necessidade de derrubar tantas árvores. Muitas já foram cortadas nos últimos anos na região. O problema é que não nos apresentaram nenhuma alternativa, mesmo que solicitadas ao poder público”, sustentou.

Se aprovada a ampliação, o setor de Emergência passará a ter uma área de 5 mil metros quadrados e o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) ganhará 46 leitos, tendo a capacidade de atendimento elevada a 110 pacientes. Serão abertas também mais 40 salas de cirurgia. As obras para aumentar o hospital já deviam ter começado há três meses. Os recursos de R$ 408 milhões provenientes do Ministério da Educação poderão ser perdidos se não forem utilizados para a construção nos próximos meses.



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