Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 05/03/2014
  • 08:51
  • Atualização: 09:45

Forças russas assumem controle parcial de duas bases na Crimeia

Ministro de Relações Exteriores da Ucrânia pediu fim pacífico à ocupação na região

Forças russas assumiram controle parcial de duas bases de lançamento de mísseis na Crimeia | Foto: Alexander Nemenov / AFP / CP

Forças russas assumiram controle parcial de duas bases de lançamento de mísseis na Crimeia | Foto: Alexander Nemenov / AFP / CP

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  • AFP / AE

Forças russas assumiram o controle parcial de duas bases de lançamento de mísseis na Crimeia, informaram fontes oficiais ucranianas nesta república autônoma de língua russa. Na primeira, situada em Evpatoria (oeste), o posto de comando e o centro de controle da base permanecem sob domínio ucraniano, informou um porta-voz do ministério da Defesa na Crimeia. A instalação, de onde os mísseis já haviam sido retirados, foi invadida nessa terça-feira por 20 soldados russos, auxiliados por centenas de manifestantes pró-Moscou, afirmou a fonte ucraniana.

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Na outra, situada no cabo de Fiolent (sul), próxima ao porto de Sebastopol que abriga a frota do Mar Negro, as forças russas bloqueiam o edifício que abriga os mísseis, informou um oficial ucraniano, Volodymir Bova. "Há mísseis, mas estão desarmados", completou.

Ucrânia pede fim pacífico

O recém-nomeado ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Andreï Dechtchitsa, pediu para a Rússia encerrar pacificamente a sua ocupação na região da Crimeia. O pedido foi feito durante uma reunião de emergência em Paris, na França, com o ministro francês Laurent Fabius.

Os diplomatas estavam participando de um encontro para discutir uma ajuda econômica para o Líbano, mas os dois países aproveitaram o evento para estimular o diálogo entre Moscou e o governo interino da Ucrânia. "Queremos resolver essa situação da forma mais pacífica possível. Nós não queremos lutar contra o povo russo", disse Dechtchitsa. O ministro ucraniano também se disse orgulhoso pela presença da Marinha do país na Crimeia, mesmo com a chegada das tropas russas. "Eles estão de pé e lutando contra a ocupação militar", acrescentou.

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