Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 06/03/2014
  • 08:40
  • Atualização: 08:48

Enviado especial da ONU abrevia missão na Crimeia

Diplomata decidiu por fim à missão após ter sido detido em Simferopol

Diplomata decidiu por fim à missão após ter sido detido em Simferopol | Foto: John Thys / AFP / CP

Diplomata decidiu por fim à missão após ter sido detido em Simferopol | Foto: John Thys / AFP / CP

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  • Agência Brasil

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) à Crimeia, Robert Serry, chegou na madrugada desta quarta-feira a Istambul, na Turquia, depois de ter reduzido a sua missão na península ucraniana que adota o idioma russo. "O enviado chegou a Istambul com a sua delegação", disse fonte governamental. Não foi possível apurar se estão previstos contatos de Robert Serry com as autoridades turcas.

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O diplomata decidiu pôr fim à sua missão depois de ter sido detido na quarta-feira por homens armado em Simferopol. O enviado especial "vai regressar em breve a Kiev para continuar a sua missão, que foi interrompida pelo incidente de hoje", disse em comunicado o porta-voz da ONU, Farhan Haq.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após o afastamento do ex-presidente Viktor Ianukóvtich e a presença de militares russos na Crimeia, península do sul do país onde está localizada a frota da Rússia do Mar Negro. Na terça-feira, em entrevista coletiva, Vladimir Putin alegou que interveio na Crimeia a pedido de Ianukóvitch e anunciou que mantém o "direito de atuar" na Ucrânia, em último recurso, para defender cidadãos russos.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou um pacote de ajuda financeira à Ucrânia de 11 bilhões de euros. Para esta quinta-feira está agendada reunião extraordinária do Conselho Europeu para debater a situação.

A crise na Ucrânia começou em novembro, com protestos contra a decisão de Ianukóvitch de recusar a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia e promover uma aproximação com a Rússia. Em fevereiro, após meses de manifestações e confrontos no centro de Kiev, Ianukóvitch foi afastado, tendo tomado posse um novo governo, pró-ocidental. Ianukóvitch continua a se apresentar como presidente legítimo da Ucrânia, posição que conta com o apoio da Rússia.

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