Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 06/03/2014
  • 12:54
  • Atualização: 13:06

Decisão do Parlamento da Crimeia é "ilegítima", afirma premiê ucraniano

Arseni Yatseniuk disse que referendo não tem bases legais

Premier afirmou que a Ucrânia está pronta para cooperar | Foto: Georges Gobet / AFP /CP

Premier afirmou que a Ucrânia está pronta para cooperar | Foto: Georges Gobet / AFP /CP

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  • AFP

A decisão do Parlamento da Crimeia de pedir nesta quinta-feira a adesão da península à Rússia é "ilegítima", afirmou em Bruxelas o primeiro-ministro interino ucraniano, Arseni Yatseniuk, que denunciou que Moscou está construindo um "novo muro". "O referendo não tem bases legais", afirmou em uma entrevista coletiva ao comentar o anúncio do Legislativo de votar em 16 de março o pedido de separação da Ucrânia.

O primeiro-ministro ucraniano saía de uma reunião com os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), convocados para uma reunião extraordinária dedicada à crise na Ucrânia. "Um novo muro está sendo construído e digo ao presidente Putin, 'senhor Putin, derrube este muro, o muro da intimidação e da agressão militar, e vamos construir um novo tipo de cooperação'". "Estamos prontos para cooperar, não para rendição e para estar subordinados à Rússia", completou.

"Pedimos ao governo russo que não apoie os que estimulam o separatismo na Crimeia". Yatseniuk defendeu o diálogo, mas advertiu que no caso de uma nova escalada e intervenção militar "o governo da Ucrânia e as Forças
Armadas atuarão de acordo com a Constituição". "Estamos prontos para defender nosso país", disse.


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