Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 07/03/2014
  • 07:12
  • Atualização: 08:47

Rodoviários bloqueiam garagens de ônibus na Zona Sul de Porto Alegre

Protestos atingem as empresas Viação Teresópolis Cavalhada (VTC) e Trevo

Usuários foram pegos de surpresa com nova paralisação  | Foto: André Ávila

Usuários foram pegos de surpresa com nova paralisação | Foto: André Ávila

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  • Correio do Povo

Assim como na última sexta-feira, o dia amanheceu com protesto dos rodoviários em duas empresas do consórcio STS, na Zona Sul da Capital. Trabalhadores bloqueiam as garagens da Viação Teresópolis Cavalhada (VTC) e da Trevo, impedindo as saídas dos ônibus.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) desloca coletivos da Carris para atender à região atingida. Além disso, as lotações foram autorizadas a transportar passageiros em pé na Zona Sul da Capital.

Os rodoviários protestam em razão dos descontos relativos ao período da greve encerrada no mês passado, que durou 15 dias e pela demissão de um funcionário da VTC. De acordo com o líder do Movimento Independente Rodoviário (MIR), Alceu Weber, as empresas descontaram sete dias da folha de pagamento do mês de fevereiro. “Durante a greve, a Trevo descontou cinco dias e agora mais dois. Na VTC foram dois dias descontados do salário, do vale refeição e teve ainda a demissão do colega. Ele foi um membro ativista. Esteve em várias garagens e participou do comando de greve”, declarou à Rádio Guaíba.

Por volta das 8h30min, ocorreu um princípio de confusão entre membros do Sindicato dos Rodoviários e funcionários da VTC. Vice-presidente da entidade dos trabalhadores, Adair da Silva, afirmou que a empresa estava tentando forçar os motoristas e cobradores a trabalhar. “Não vamos aceitar. Estão forçando os trabalhadores ameaçando dar gancho se não trabalhar”, disse.

Representantes da empresa acusaram um membro do sindicato de mexer nos ônibus que estão dentro da garagem. “Ninguém está forçando ninguém a sair. Apenas estamos colocando os ônibus na posição de saída para o caso de acontecer um acordo. Aconteceu que um membro do sindicato entrou para mexer no ônibus e eu disse que não podia. Dentro do ônibus a responsabilidade é nossa. Do pátio para fora nós não vamos sair se eles não deixarem”, afirmou um funcionário que não se identificou.

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