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07/03/2014 10:49 - Atualizado em 07/03/2014 11:43

Empresas de ônibus aguardam BM para liberar garagens na Capital

Rodoviários impediram saída de veículos da VCT e Trevo

Veículos de outras empresas fazem rota do consórcio STS<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Veículos de outras empresas fazem rota do consórcio STS
Crédito: André Ávila
Veículos de outras empresas fazem rota do consórcio STS
Crédito: André Ávila

O consórcio STS espera pela intervenção da Brigada Militar (BM) para liberação das garagens nesta sexta-feira. O dia amanheceu com protesto dos rodoviários em duas empresas de ônibus na Zona Sul de Porto Alegre. Os trabalhadores impedem a saída dos coletivos na Viação Teresópolis Cavalhada (VTC) e Trevo. A liminar para retirada dos manifestantes dos locais já foi obtida pelas permissionárias.

Segundo o diretor da STS,  Antonio Augusto Lovatto, os ônibus estão colocados na porta da garagem para agilizar a saída. “Confiamos e esperamos que a BM chegue o quanto antes. Com isso teremos uma rapidez maior para atender nossos passageiros”, declarou.

Lovatto afirmou que o comunicado chegou a alguns batalhões da BM e espera que a liminar seja cumprida imediatamente. “O que se sabe é que já foi comunicado ao 1º e 2º batalhões e ao comando geral através do oficial de Justiça. Algumas guarnições apareceram nas garagens, mas disseram que não é responsabilidade deles. Que é o Pelotão de Operações Especiais da Brigada que deve retirar os manifestantes”, acrescentou.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) liberou ônibus de outras empresas para fazer a compensação dos coletivos que não estão circulando na Zona Sul e também permitiu que os lotações transportem pessoas em pé para tentar suprir a demanda. O comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel João Diniz Godoy, afirmou que a BM aguarda apenas o contato do oficial de Justiça para desobstruir as garagens das empresas.

Os rodoviários protestam em razão dos descontos relativos ao período da greve encerrada no mês passado, que durou 15 dias e pela demissão de um funcionário da VTC. De acordo com o líder do Movimento Independente Rodoviário (MIR), Alceu Weber, as empresas descontaram sete dias da folha de pagamento do mês de fevereiro. “Durante a greve, a Trevo descontou cinco dias e agora mais dois. Na VTC foram dois dias descontados do salário, do vale refeição e teve ainda a demissão do colega. Ele foi um membro ativista. Esteve em várias garagens e participou do comando de greve”, disse.

Por volta das 8h30min, ocorreu um princípio de confusão entre membros do Sindicato dos Rodoviários e funcionários da VTC. Vice-presidente da entidade dos trabalhadores, Adair da Silva, afirmou que a empresa estava tentando forçar os motoristas e cobradores a trabalhar. “Não vamos aceitar. Estão forçando os trabalhadores ameaçando dar gancho se não trabalhar”, contou.

Representantes da empresa acusaram um membro do sindicato de mexer nos ônibus que estão dentro da garagem. “Ninguém está forçando ninguém a sair. Apenas estamos colocando os ônibus na posição de saída para o caso de acontecer um acordo. Aconteceu que um membro do sindicato entrou para mexer no ônibus e eu disse que não podia. Dentro do ônibus a responsabilidade é nossa. Do pátio para fora nós não vamos sair se eles não deixarem”, afirmou um funcionário que não se identificou.

* Com informações do repórter Dico Reis


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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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