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10/03/2014 13:46 - Atualizado em 10/03/2014 13:51

Buscas por avião desaparecido são estendidas

Mancha de petróleo na Malásia não é da aeronave

As buscas para localizar o Boeing 777 da Malaysia Airlines, desaparecido na madrugada do último sábado com 239 pessoas a bordo, foram estendidas após três dias de operações.  "A área foi ampliada no Mar da China Meridional, de 50 milhas náuticas (90 km) para 100 milhas de raio, em torno do local onde o controle de tráfego aéreo perdeu o contato com a aeronave, entre o leste da Malásia e o sul do Vietnã", indicou o chefe da Aviação Civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahma.

A expansão significativa da área de busca reflete a perplexidade das autoridades após o misterioso desaparecimento da aeronave dos radares cerca de uma hora após a decolagem. Também ocorre após o anúncio de que a amostra procedente de uma mancha de petróleo encontrada em frente à costa da Malásia não pertence
ao Boeing 777. "Este combustível não é utilizado nos aviões", e sim nos barcos, declarou a porta-voz da polícia marítima da Malásia, Faridah Shuib. A mancha foi vista a 185 km da costa oriental da Malásia, não muito distante do local onde os controladores de tráfego aéreo perderam o contato com a aeronave.

Uma série de anúncios contraditórios sobre possíveis destroços avistados nesta região provocaram mais desespero entre os parentes dos passageiros. A Malásia chegou a anunciar o envio de vários barcos para investigar um objeto flutuante que poderia ser um bote salva-vidas. Mas um navio vietnamita encontrou apenas uma "cobertura mofada para bobina de cabos", segundo o chefe do Estado-Maior do Exército vietnamita Vo Vo Tuan.

A aviação vietnamita avistou no domingo à noite, a 80 km da ilha Tho Chu, sul do país, dois objetos que poderiam pertencer ao voo MH370, que viajava com 227 passageiros a bordo de 14 nacionalidades diferentes, incluindo 153 chineses, e 12 tripulantes. Na China, onde os familiares dos desaparecidos esperam por notícias, a imprensa criticou duramente as autoridades da Malásia e da companhia aérea, acusadas de "reação tardia". Também lamentou as "carências" nos dispositivos de segurança. Enquanto o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Quin Gang, exigiu uma intensificação das buscas. "A Malásia atribui grande importância a este acidente (e mostra) uma atitude sincera", mas "deve intensificar os seus esforços", disse.

Um mistério desconcertante 


Nas buscas, iniciadas na costa leste da Malásia, participam 40 navios e 22 aeronaves de vários países, principalmente da China, Estados Unidos, Vietnã, Malásia, Filipinas e Cingapura. Enquanto o governo da Malásia abriu no domingo uma investigação por terrorismo pelo desaparecimento do avião, no qual dois passageiros viajavam com passaportes roubados (um italiano e outro austríaco), Azharuddin Abdul Rahman tinha poucas respostas às muitas questões. Questionado sobre a possibilidade de uma mudança de trajeto ou desintegração da aeronave em pleno voo, ele observou que nada poderia ser excluído.

"Estamos estudando todos os aspectos possíveis do que poderia ter acontecido", declarou. "Este desaparecimento é desconcertante e estamos aumentando nossos esforços", acrescentou. Sobre as duas pessoas que embarcaram com os passaportes roubados, as autoridades malaias, que anunciaram que identificaram um deles sem
fornecer mais detalhes, negaram informações anteriores, segundo as quais os dois homens "teriam traços asiáticos".

Se a tragédia do voo MH370 for confirmada, esta será uma das piores catástrofes aéreas da história da China.
"As autoridades malaias não podem fugir de suas responsabilidades", afirma o jornal Global Times, conhecido pelo nacionalismo. "A resposta inicial da Malásia não foi suficientemente rápida. Foram registradas carências por parte da Malaysia Airlines e das autoridades de segurança", completa.

"Se (o desaparecimento) foi provocado por um problema mecânico ou por um erro do piloto, a responsabilidade é da Malaysia Airlines. Se foi um atentado, os controles de segurança do aeroporto de Kuala Lumpur devem ser punidos", afirma o Global Times.

Para o jornal oficial China Daily, "não é possível descartar a hipótese terrorista". Ao mesmo tempo, lamentou que as autoridades malaias e internacionais não tenham informado ainda a identidade dos passageiros com passaportes falsos. Abdul Rahman confirmou que tem informações de que cinco passageiros despacharam a bagagem, mas não embarcaram na aeronave. Mas a companhia aérea informou que, quando as ausências foram registradas, as bagagens foram isoladas, de acordo com o procedimento habitual.

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Fonte: AFP






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