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11/03/2014 07:43 - Atualizado em 11/03/2014 08:20

Passageiro com passaporte roubado não é terrorista, diz polícia

Jovem de voo desaparecido tentava migar para Alemanha para encontrar mãe

Jovem de 19 anos tentava migar para Alemanha para encontrar mãe<br /><b>Crédito: </b> Polícia da Malásia / AFP / CP
Jovem de 19 anos tentava migar para Alemanha para encontrar mãe
Crédito: Polícia da Malásia / AFP / CP
Jovem de 19 anos tentava migar para Alemanha para encontrar mãe
Crédito: Polícia da Malásia / AFP / CP

À medida que as investigações sobre o voo desaparecido da Malaysia Airlines continuam, o chefe da polícia nacional da Malásia, Khalid Abu Bakar, afirmou nesta terça-feira que um dos dois passageiros que embarcaram no voo da Malaysia Airlines com passaportes roubados era do Irã e tinha 19 anos. "Ele estava viajando com um passaporte roubado na Tailândia no ano passado e não parece ter ligação com qualquer grupo terrorista", disse. 

MetSul: não havia condições desfavoráveis na rota do voo

Segundo Khalid Abu Bakar, o jovem tentava migrar para a Alemanha na tentativa de encontrar a mãe. De acordo com o inspetor-geral, a mãe de Pouria Nour Mohammad Mehrdad entrou em contato com autoridades da Malásia após a notícia do desaparecimento. O documento pertencia ao austríaco Christian Kozel, de 30 anos. "Sua mãe estava esperando ele chegar em território alemão. Ela fez contato com os oficiais da Malásia", disse o chefe policial. Segundo Khalid, a identidade do outro passageiro que embarcou usando um passaporte roubado ainda está sendo investigada.

Com essas novas informações sobre os passaportes, diminui a possibilidade de terrorismo, mas a hipótese não foi totalmente descartada pela polícia. Segundo os itinerários eletrônicos, o outro viajante que tinha o passaporte roubado comprou o bilhete para Pequim e depois para a Europa ao mesmo tempo que o jovem Mehrdad.

A polícia da Tailândia disse que os dois bilhetes foram adquiridos por um intermediário iraniano, conhecido como Kezam Ali, por meio de uma agência de viagens. As passagens foram adquiridas em nome do austríaco Christian Kozel e do italiano Luigi Maraldi, ambos furtados pelos passageiros que estavam no voo. "Eles poderiam apenas fazer parte de um contrabando ilegal de imigrantes", disse um funcionário do governo dos Estados Unidos.

Buscas

Desde ontem, as buscas foram intensificadas entre a região da Malásia e do Vietnã. O governo vietnamita ampliou a área de pesquisa para tentar localizar o MH370, que transportava 239 passageiros entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, capital da China. As investigações entraram no quarto dia, ainda sem nenhuma pista concreta sobre o desaparecimento da aeronave.

"Nós já informamos todas as províncias no sul do Vietnã para aumentem a sua vigilância nas áreas do continente", disse o coordenador de salvamento da Autoridade de Aviação Civil do Vietnã, Doan Huu Gia.

O governo da Malásia decidiu iniciar buscas na região oposta a península do país, ao oeste, porque houve indicativos de que o avião poderia ter tentado alterar a rota no começo da viagem. "As autoridades estão investigando a possibilidade de uma tentativa de voltar para Subang [cidade ao oeste do país]. Nós não descartamos nenhuma possibilidade.", disse em comunicado a Malaysia Airlines.

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Fonte: AE






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