Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 13/03/2014
  • 11:26
  • Atualização: 14:02

Testemunha foi chave para desvendar morte de empresário

Polícia prendeu homem suspeito de envolvimento em latrocínio na Capital

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Imagens de câmeras de monitoramento foram fundamentais na investigação que levou à prisão, nesta quinta-feira, de um suspeito da morte do empresário Lairson José Kunzler, na zona Sul de Porto Alegre. Ao analisar horas de gravação, a polícia identificou uma testemunha, que foi chave para desvendar o crime.

Em entrevista coletiva, a titular da 6ª Delegacia de Polícia da Capital, delegada Aurea Regina Hoeppel, o titular da Delegacia de Polícia Regional de Porto Alegre, Cleber Ferreira, e o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Vicente Nunes, explicaram como chegaram a um dos autores do crime, de 41 anos, que seria o atirador. Outros dois suspeitos de envolvimento - o olheiro do banco e o piloto da moto usada no latrocínio - tiveram prisão preventiva decretada e são considerados foragidos.

A delegada relatou que no dia 24 de fevereiro o publicitário foi até a agência Itaú Personnalité, da rua 24 de outubro, bairro Moinhos de Vento, para sacar R$ 44 mil. Dentro do banco, havia um homem, com ponto eletrônico, monitorando os passos de Kunzler que carregava uma sacola. Quando o publicitário deixou a agência, uma motocicleta com dois homens passou a segui-lo, acompanhada de um Scenic. 

O empresário foi abordado pelos dois homens na moto quando chegava em casa, na zona Sul da Capital. O que estava na carona roubou a sacola com o dinheiro e disparou cinco tiros contra o publicitário. A polícia identificou uma testemunha, que passava pela rua logo após o homicídio, e viu o assassino descer do veículo e tirar o capacete. Essa testemunha, que estava com a filha no carro, pensou que tivesse ocorrido um acidente ao ver a moto e o Scenic na via. Mas o homem apontou a arma para a testemunha e ordenou que ela seguisse. Com medo, a testemunha deu ré. 

A testemunha viu quando o homem deu a volta no carro e entrou no banco traseiro do Scenic. Então, achou que se tratasse de um seqüestro-relâmpago. A testemunha perseguiu o carro até a avenida Juca Batista, quando perdeu o veículo de vista, mas câmeras identificaram a placa do Scenic, que foi pego num pardal.

Segundo a polícia, três fontes de imagens foram usadas na investigação: câmeras de monitoramento da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), da agência do Itaú e de uma galeria que fica em frente ao banco. A polícia ainda investiga a participação de outras pessoas - que estavam no Scenic - no latrocínio. 

O homem preso nesta quinta já havia sido condenado por planejar o assalto que resultou na morte do advogado Geraldo Diehl Xavier, 37 anos, quando ele deixava a agência do Bank Boston no bairro Bela Vista, em dezembro de 2004. Na ocasião, Xavier e um irmão haviam sacado R$ 95 mil.

* Com informações do repórter Jerônimo Pires

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