Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 15/03/2014
  • 13:29
  • Atualização: 14:36

Ucrânia acusa Rússia de invasão militar na fronteira com Crimeia

Resolução que denunciava referendo de domingo foi vetada na ONU

Manifestantes nadam na Crimeia para demonstrar apoio à Rússia | Foto: Viktor Drachev / AFP / CP

Manifestantes nadam na Crimeia para demonstrar apoio à Rússia | Foto: Viktor Drachev / AFP / CP

  • Comentários
  • AFP

A Ucrânia acusou neste sábado a Rússia de ter invadido militarmente seu território com a mobilização de 80 soldados, helicópteros e blindados na cidade de Strilkove, perto da fronteira administrativa com a península da Crimeia, no sudeste do país. O ministério ucraniano das Relações Exteriores pediu a retirada imediata destas forças e ameaçou responder "por todos os meios para deter a invasão militar" russa.

Strilkove não é a primeira posição ocupada pelas tropas de Moscou fora da região da Crimeia. O posto de controle de Chongar, controlado por forças russas e milícias pró-Moscou, também fica um quilômetro ao norte da fronteira administrativa.

Veto na ONU

Hoje, a Rússia vetou uma resolução impulsionada pelos países ocidentais que denunciava o referendo de domingo na Crimeia, enquanto a China se absteve, no Conselho de Segurança da ONU. O projeto de resolução foi rejeitado devido ao voto de Moscou. Como membro permanente, a Rússia pode bloquear qualquer tipo de posição adotada nesta instância da ONU.

O referendo previsto para domingo para decidir sobre a anexação à Rússia da Crimeia, uma península controlada por tropas russas, era considerado no projeto de resolução como "sem nenhuma validade". A votação foi solicitada pelos Estados Unidos, que redigiram um texto moderado para tentar obter o aval de Pequim.

O embaixador russo, Vitaly Churkin, justificou seu voto reiterando que as novas autoridades da Ucrânia são o resultado de um "golpe de Estado" e advertiu que a Rússia "respeitará a vontade do povo da Crimeia". "A Rússia pode impor seu veto a esta resolução, mas não pode vetar a verdade", respondeu a embaixadora americana, Samantha Power, ao invocar o artigo 2 da Carta da ONU. 



Bookmark and Share