Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 20/03/2014
  • 21:04
  • Atualização: 21:12

Porto Alegre tem média de 20 feridos por dia no trânsito em 2014

Índice de acidentes caiu em relação a 2013, mas mortes cresceram com vítimas desta quinta

Porto Alegre tem média de 20 feridos por dia no trânsito | Foto: Fabiano do Amaral

Porto Alegre tem média de 20 feridos por dia no trânsito | Foto: Fabiano do Amaral

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  • Tiago Medina / Correio do Povo

Em média, 20 pessoas se feriram por dia no trânsito de Porto Alegre neste ano. De 1º de janeiro até a tarde desta quinta-feira, 20 de março, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) havia contabilizado 1.601 pessoas que sofreram lesões. No mesmo período, 25 perderam a vida, incluindo as duas jovens ciclistas que foram atropeladas nesta quinta.

Apesar do número, o trânsito de Porto Alegre está menos violento neste ano, segundo a EPTC. No mesmo período do ano passado, 1.752 pessoas haviam se machucado nas ruas da Capital, em 4.619 acidentes – em 2014 já foram 3.703. A redução, salienta a EPTC, é de 19,8% nos acidentes e 8,6% no número de feridos.

O número de atropelamentos também caiu, conforme a EPTC. Enquanto nos primeiros 79 dias de 2013 já haviam sido contabilizados 275 atropelamentos, em 2014 o índice está em 216. Entretanto, as vítimas fatais no trânsito de Porto Alegre aumentaram com relação ao ano passado devido às mortes desta quinta. Em 2013, foram 24. Agora, está em 25.

Acidentes com ciclistas têm queda

Entre 2012 e 2013, o número de ciclistas mortos em Porto Alegre aumentou de cinco para nove. No entanto, a média de acidentes envolvendo ciclistas registra queda em 2014. De 1º de janeiro a 20 de março de 2013, foram 58 acidentes com ciclistas registrados. Neste ano são 45 até agora. As duas mortes desta quinta-feira foram as primeiras envolvendo usuários de bicicletas em Porto Alegre no ano.

Integrante do Massa Crítica, Helton Moraes, 36 anos, reconheceu que as condições para a pedalada em Porto Alegre melhoraram nos últimos anos. Porém, afirmou que a infraestrutura está longe de ser a ideal: “Falta muito a melhorar”, cobrou.

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