Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 28/03/2014
  • 17:12
  • Atualização: 17:13

Obra da nova ponte do Guaíba terá 7,3 quilômetros de extensão

Construção forçará remoção de 850 famílias em Porto Alegre

Obra da nova ponte do Guaíba terá 7,3 quilômetros de extensão | Foto: Divulgação / DNIT

Obra da nova ponte do Guaíba terá 7,3 quilômetros de extensão | Foto: Divulgação / DNIT

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

Sob aplausos, a presidente Dilma Rousseff anunciou em dezembro de 2011 a construção da segunda ponte do Guaíba. Dois anos e três meses depois, veio a efetivação da promessa, com o anúncio do resultado da licitação, vencida pelo Consórcio Ponte Guaíba - formado pela Construtora Queiroz Galvão e pela EGT Engenharia. Mas afinal, que ponte é essa, que provocará as remoções de 850 famílias, mudará a paisagem da cidade e deverá melhorar a ligação da Capital com a potência econômica da região Sul do Estado?

De acordo com o projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), apresentado em novembro de 2013, a estrutura começará na rua Dona Teodora, no bairro Humaitá, em Porto Alegre. A localização é entre a atual ponte e a BR 448, a Rodovia do Parque. No local, serão erguidas as alças que passarão por cima da Freeway. Pelo impacto, famílias das vilas Areia e Tio Zeca precisarão ser removidas. Dali, a ponte começará efetivamente ao passar pelo Canal do Furadinho, seguindo até o Saco do Cabral, passando sob a Ilha do Pavão. Só depois deste percurso então entrará na Ilha Grande dos Marinheiros. Neste ponto haverá um grande impacto porque se interligará à atual ponte, em direção a Guaíba.

Ao todo, serão 7,3 quilômetros de extensão, com duas faixas e acostamento. Com custo estimado de R$ 650 milhões, um dos grandes diferenciais é que não haverá vão móvel, necessário para a passagem das embarcações, como ocorre com a atual. Isso garantirá maior fluidez ao trânsito, em especial ao transporte de carga.

Se a estimativa de 36 meses se confirmar, a ponte entrará em funcionamento em 2017. O prazo está bem aquém do discutido inicialmente. Isso porque havia a previsão de que a ponte entrasse em operação neste ano. Essa era a estimativa da Triunfo Concepa, concessionária responsável pela Freeway e que opera a atual ponte. Por solicitação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em 2006, a empresa fez um projeto preliminar para a construção da estrutura. Na época, o projeto era muito similar ao apresentado pelo Dnit, mas teria três pistas de cada lado e o custo ficaria em torno de R$ 1,2 bilhão. Na ocasião, Concepa tinha dado início ao processo de licenciamento junto à Fepam - uma vez que o trajeto passa pela Área de Proteção Ambiental do Delta do Jacuí. Em contrapartida, a concessionária queria a ampliação da concessão da Freeway. Porém, o governo puxou para si a responsabilidade sobre a obra, passando o projeto o projeto para o Dnit.

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