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28/03/2014 17:57

Juiz é investigado por suposta venda de liminar para camelôs em Torres

Magistrado disse estar surpreso com a denúncia e negou haver irregularidade na expedição do documento

O juiz titular da Vara do Trabalho de Torres, no litoral Norte, é investigado pela suposta venda de uma liminar favorável ao funcionamento de bancas de camelô no município. Além de Cláudio Scandolara, os advogados Anderson Simas Rech e Marcello da Silva Salvador são suspeitos de crime contra administração pública e improbidade administrativa. A investigação é conduzida pela Procuradoria Geral da República em Capão da Canoa.

Conforme uma decisão judicial relativa a uma ação de reintegração de posse pela Prefeitura, alguns dos camelôs que trabalham na avenida Itapeva, no centro da cidade, tinham prazo para deixar o local na última segunda-feira. Porém, o juiz acolheu uma ação liminar movida por empregados dos camelôs contra a retirada dos estandes.

Conforme a Procuradoria Geral do Ministério Público, o juiz foi supostamente comprado pelos comerciantes para expedir a decisão favorável.

Em contato com a reportagem da Guaíba, o magistrado se disse surpreso com a investigação e disse que concedeu a liminar até a Prefeitura encontrar outro lugar para realocar os trabalhadores do camelódromo. “Não tenho conhecimento de nenhuma investigação. Mas se há, que provem, porque eu vou entrar com ação contra eles”.

Segundo o MP Estadual, foram encaminhados ao Ministério Público Federal depoimentos gravados comprovando o suposto suborno. O magistrado disse querer acesso aos áudios, e voltou a negar irregularidade.

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Fonte: Samantha Klein / Rádio Guaíba






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