Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 31/03/2014
  • 11:02
  • Atualização: 11:17

Coreia do Sul realiza disparos em águas norte-coreanas

Ação foi represália a treinamento militar conduzido pelo governo de Pyongyang

Coreia do Sul realiza disparos em águas norte-coreanas | Foto: Jung Yeon-JE / AFP / CP

Coreia do Sul realiza disparos em águas norte-coreanas | Foto: Jung Yeon-JE / AFP / CP

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A Coreia do Sul atirou contra as águas da Coreia do Norte em resposta a um treinamento militar conduzido pelo governo de Pyongyang mais cedo, afirmou um militar sul-coreano.

Um funcionário da Junta de Chefes de Estado-Maior da Coreia do Sul disse que nenhum disparo atingiu o território norte-coreano ou instalações militares. Ele não forneceu mais detalhes e falou sob a condição de não ter seu nome revelado.

Moradores de uma ilha sul-coreana próxima da fronteira foram retirados de suas casas e encaminhados para abrigos. Kang Myeong-sung disse em entrevista de um abrigo na ilha de Yeonpyeong que não viu nenhuma aeronave de guerra, mas declarou que pode escutar disparos de artilharia.

Hoje, a Coreia do Norte conduziu treinamentos militares perto da disputada fronteira no mar ocidental e ameaçou levar adiante um quarto teste nuclear em algum momento, mas Seul disse que não há sinais de nenhuma detonação iminente.

A Coreia do Norte anunciou no início da madrugada os planos para treinamentos em sete áreas ao norte da fronteira com o sul, enquanto o Ministério da Defesa de Seul alertou que reagiria fortemente se fosse provocado.

O governo norte-coreano rotineiramente testa artilharia e mísseis no oceano, mas o anúncio antecipado dos treinamentos é algo raro. Wee Yong-sub, vice-porta-voz no Ministério da Defesa da Coreia do Sul, disse que a mensagem de Pyongyang foi uma tentativa "hostil" de elevar a tensão na península.

A Península da Coreia tecnicamente permanece em um estado de guerra, porque o conflito de 1950 a 1953 terminou com um armistício, e não um tratado de paz. Cerca de 28, 5 mil  tropas norte-americanas continuam na Coreia do Sul para deter uma possível agressão da Coreia do Norte.


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