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02/04/2014 21:29 - Atualizado em 02/04/2014 22:00

Protesto tem confusão no início e BM dispersa manifestantes

Movimento contra possível aumento da passagem depredou Prefeitura no Centro de Porto Alegre

Protesto tem confusão no início e BM dispersa manifestantes<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
Protesto tem confusão no início e BM dispersa manifestantes
Crédito: Mauro Schaefer
Protesto tem confusão no início e BM dispersa manifestantes
Crédito: Mauro Schaefer

O protesto convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público contra um possível aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre teve enfrentamento entre manifestantes e policiais logo no início do ato. No Paço Municipal, no Centro, alguns manifestantes atacaram a sede da Prefeitura, arremessando garrafas e objetos, por volta das 19h30min. Vidros do prédio foram quebrados e paredes pichadas na ação. Para conter a multidão, a Guarda Municipal, que fazia um cordão de isolamento, utilizou jatos de água contra o grupo.

A situação piorou quando o Batalhão de Choque da Brigada Militar (BM) entrou em ação. Os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo em meio ao grupo para dispersar os manifestantes.

A maioria dos ativistas seguiu pela avenida Júlio de Castilhos. Muitos se perderam do grupo principal e seguiram por outras vias. Prédios do Centro foram alvo de vandalismo. Alguns integrantes do protesto quebraram vidros de bancas de revista e das agências do Banrisul e da Caixa nas imediações. A BM monitorou a movimentação com apoio de helicóptero.

Em menor número que no início, o grupo seguiu em direção à Cidade Baixa, onde a avenida Loureiro da Silva foi bloqueada, próxima ao largo Zumbi dos Palmares, em ambos os sentidos até as 20h45min. A rua José do Patrocínio também foi fechada. A BM acompanhou a ação do grupo no bairro e houve um momento de tensão com os manifestantes. No local, algumas pessoas foram detidas.

Por volta das 21h, o ato foi encerrado e a polícia começou a se retirar da Cidade Baixa.

Estudante alemão reclama de BM e Fortunati critica vandalismo

Um estudante alemão, de 22 anos, que faz intercâmbio no Brasil e cursa Ciências da Computação na UFRGS, afirmou que esse tipo de protesto é muito comum na Europa, porque a juventude é bastante engajada. O jovem, que pediu para não ser identificado, considerou que, na Cidade Baixa, após o confronto no Centro, não houve expressão de violência da parte dos manifestantes e que a polícia teria usado força excessiva. Ele contou que vive em Porto Alegre há um mês.

O prefeito José Fortunati criticou a ação do grupo pelo Twitter. Ele condenou os atos de vandalismo durante o movimento: "Os baderneiros acabaram de depredar a prefeitura quebrando vidros, pichando as paredes e jogando tinta vermelha nas portas tombadas pelo patrimônio histórico. É este o Estado Democrático de Direito que algumas lideranças de esquerda defendem. Será que voltamos para a velha política do 'quanto pior, melhor'. Lamentável", postou.

Prefeitura registra caso na polícia

A Prefeitura divulgou no seu site os prejuízos causados pelo protesto à sede do Executivo municipal. Será registrada a ocorrência de danos na 17ª Delegacia de Polícia. O Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic) monitorou o protesto pelo sistema de videomonitoramento da cidade, e as imagens serão entregues à polícia, para auxiliar na investigação.

Conforme a Prefeitura, o Paço Municipal foi depredado por integrantes mascarados. O grupo teria quebrado cerca de 20 vidraças do prédio, patrimônio histórico e cultural de Porto Alegre. As laterais das ruas Borges de Medeiros e Siqueira Campos foram bastante pichadas, assim como a frente do prédio. Na calçada da Praça Montevidéu foi jogada tinta vermelha.

A exposição Caras de Pedra, em comemoração aos 242 anos da Capital, que estava exposta na Fonte Talaveira foi danificada, com cerca de metade das peças destruídas.

Reajuste do valor da passagem

O reajuste na tarifa de ônibus em Porto Alegre foi aprovado nesta quarta pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) e depende de aval do chefe do Executivo. Ainda não há prazo para que Fortunati decida sobre o reajuste, que automaticamente muda também o valor das passagens de lotação.

Por 14 votos a três, o reajuste de 5,66% proposto pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foi aprovado pelo Comtu, o que deve elevar a tarifa de R$ 2,80 para R$ 2,95.

*Com informações do repórter Luís Sérgio Dibe

Fotos do protesto:






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Fonte: Correio do Povo






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