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03/04/2014 08:17 - Atualizado em 03/04/2014 08:49

PF investiga facção gaúcha suspeita de tráfico internacional de drogas

Sete municípios gaúchos são alvo da operação Panóptico

No decorrer da investigação a PF apreendeu 1,2 tonelada de drogas<br /><b>Crédito: </b> Polícia Federal / Divulgação / CP
No decorrer da investigação a PF apreendeu 1,2 tonelada de drogas
Crédito: Polícia Federal / Divulgação / CP
No decorrer da investigação a PF apreendeu 1,2 tonelada de drogas
Crédito: Polícia Federal / Divulgação / CP

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feria a operação Panóptico contra o tráfico internacional de drogas no Rio Grande do Sul. Com apoio da Brigada Militar (BM), agentes devem cumprir 23 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em Campo Bom, Estância Velha, Farroupilha, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Sapucaia do Sul. 

A investigação identificou que uma facção criminosa estabelecida no Rio Grande do Sul estava associada ao narcotraficante brasileiro conhecido como “Pavão”, detido no Paraguai, com o intuito de abastecer pontos de droga em Porto Alegre, Vale do Sinos e Vale do Rio Pardo. Os criminosos, apesar de presos no Rio Grande do Sul e no Paraguai, mantinham contato constante, gerenciando o envio de drogas para o Estado.

No decorrer da investigação, que começou em 2013, a PF prendeu 33 pessoas, apreendeu 1,2 tonelada de drogas, R$ 165 mil, 24 veículos, entre eles um motor-home, um colete à prova de balas, diversas armas de calibre restrito, incluindo um fuzil AR-15, sete pistolas 9mm e uma submetralhadora.

Após várias interceptações de carregamentos de drogas pela Polícia Federal, a organização chegou a planejar a utilização de uma aeronave para o transporte de 200 quilos de cocaína que seriam arremessados em uma propriedade em Mostardas/RS, ação que acabou não se concretizando.

O nome da operação foi inspirado em um projeto arquitetônico do século XVIII do inglês Jeremy Bentham, onde um modelo de prisão circular, com uma torre central, previa que os guardas penitenciários poderiam vigiar os presos por meio de pequenas janelas da torre, sem que os detentos soubessem em que momento estavam sendo observados.

A operação monitorava os traficantes presos, que seguiam atuando no tráfico de drogas de dentro de presídios gaúchos e paraguaios.

Operação Cavalo de Fogo

Ainda na manhã desta quinta, a PF deflagrou a operação Cavalo de Fogo no Paraná, também com o objetivo de desarticular organização criminosa de tráfico internacional de drogas.

A investigação foi iniciada pela Delegacia de Polícia Federal em Maringá, sendo que após a constatação de que os criminosos atuavam com maior ênfase nesta região de fronteira, houve declinação da competência em favor da Justiça Federal local, sendo a investigação transferida para a Delegacia de Polícia Federal de Foz do Iguaçu.

Em pouco mais de dois anos de investigação, foram efetuadas 55 apreensões, a maioria de entorpecente oriundo do Paraguai. Foram apreendidos aproximadamente 37 mil kg de maconha, 1,3 mil kg de cocaína, 560 kg de crack,  três fuzis, 12 pistolas de calibre de uso restrito, 56  veículos e R$ 450 mil, que seriam utilizados no pagamento de droga. Além disso, 84 pessoas foram presos em flagrante.

As drogas apreendidas, fornecidas por narcotraficantes paraguaios, ingressavam no Brasil, nesta região de fronteira, por meio de embarcações, pelo Lago de Itaipu e tinham como destino os Estados de Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.  

Com a investigação focada na própria organização criminosa foi possível apurar a forma pela qual ela operava, identificando seus integrantes, descobrindo quais deles ocupavam posição de maior relevância e poder de comando, o que oportunizará o total desmantelamento desse grupo voltado para o crime.

A PF deve cumprir 72 mandados de prisão e 46 mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu. As buscas ocorrem simultaneamente em Foz do Iguaçu (PR), Guaíra (PR), Limeira (SP), Maringá (PR), Poços de Caldas (MG), Santa Terezinha de Itaipu (PR), São Paulo (SP) e Vitória (ES). 

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Fonte: Correio do Povo






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