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08/04/2014 14:28 - Atualizado em 08/04/2014 15:01

TRT realiza audiência de conciliação entre a diretoria da CEEE e Senergisul

Greve dos trabalhadores da companhia completa nove dias

A greve dos trabalhadores da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) completa nesta terça-feira nove dias. Para tentar resolver o impasse sobre a paralisação dos eletricitários, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) realiza uma audiência de conciliação entre a diretoria da empresa e do Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul (Senergisul) nesta quarta.

Desde a sexta-feira, o TRT4 determinou que 70% dos funcionários em greve retomassem, de forma imediata, as atividades nas áreas operacionais e de call center. No entanto, em assembleia realizada na segunda-feira, os sindicalistas decidiram não respeitar a determinação da Justiça.

Nesta terça, os funcionários da área operacional e do setor de atendimento ao público (call center) da empresa receberam o apoio dos técnicos de nível médio, que aderiram ao movimento. O presidente do Senergisul, Danilo Garcia, informou que a adesão ao movimento na área operacional e no call center chega a mais de 70% no Estado. “O setor administrativo é que ainda não aderiu ao movimento porque está sendo ameaçado de corte do ponto pelas chefias“, ressaltou.

Segundo Garcia, 30% do efetivo da companhia está trabalhando para a manutenção de serviços essenciais, como o restabelecimento do fornecimento em hospitais, ou em casos que envolvem risco aos consumidores, como o rompimento de cabos energizados. Ontem, logo após a assembleia dos técnicos de nível médio realizada no pátio da empresa, os funcionários realizaram novamente uma manifestação no cruzamento da avenida Ipiranga com a rua Joaquim Porto Villanova.

O presidente da CEEE, Gerson Carrion, destacou que problemas de interrupção de luz podem vir a ocorrer no Rio Grande do Sul em função da greve dos servidores. Carrion garante não haver problema de abastecimento, mas explica que a falta de funcionários pode gerar quedas em pontos isolados do sistema. “O que pode haver é interrupções pontuais, mas elas serão restabelecidas pelo serviço terceirizado da companhia”, explicou.

Os eletricitários rejeitaram a proposta apresentada pela direção da empresa que previa o pagamento de 5,38% de reajuste salarial em parcela única e o aumento de R$ 5,00 no vale-alimentação - de R$ 845 para R$ 850. Os servidores reivindicam ainda 12% de reajuste salarial, vale-alimentação de R$ 1,2 mil, pagamento do Plano de Participação nos Resultados (PPR), que não ocorre há dois anos, e auxílio maior para custear o plano de saúde, dos atuais R$ 275 para R$ 600 - o dobro do que a empresa oferece.

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Fonte: Claudio Isaías / Correio do Povo






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