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16/04/2014 11:55 - Atualizado em 16/04/2014 14:36

Menina morre depois de inalar medicamento errado em Guaíba

Remédio foi comprado pela irmã de 11 anos sem prescrição médica

Remédio foi comprado pela irmã de 11 anos sem prescrição médica<br /><b>Crédito: </b> Reprodução/Facebook/CP
Remédio foi comprado pela irmã de 11 anos sem prescrição médica
Crédito: Reprodução/Facebook/CP
Remédio foi comprado pela irmã de 11 anos sem prescrição médica
Crédito: Reprodução/Facebook/CP

Uma adolescente de 14 anos morreu, em Guaíba, nessa segunda-feira, depois de inalar o medicamento errado durante nebulização. De acordo com o inspetor que investiga o caso, Leonardo Gardel, Andriza Oliveira da Silva teve uma crise de asma depois de utilizar Maleato Timolol, um remédio genérico usado para glaucoma. O medicamente teria sido comprado pela irmã, de 11 anos, que levou um bilhete até a farmácia para comprar Berotec genérico. No entanto, teria sido entregue pela atendente o medicamento errado.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-RS), Roberto Canquerine, a paciente fez o uso do colírio para glaucoma dentro de um inalador. “O Berotec é um medicamento que serve para dilatar os brônquios, ajuda a pessoa a respirar melhor. E o colírio tem o efeito contrário, de vaso constrição, ou seja, para diminuir a pressão ocular”, explica o presidente. Ele completa que não sabe a dose usada pela menina, mas que o colírio não é apropriado para uso inalatório. “Tecnicamente falando, teve uma obstrução dos brônquios e, tudo indica, que isso levou a morte”, disse o farmacêutico.

De acordo com Canquerine, a farmacêutica responsável pela farmácia estava no local na hora da compra, mas não teria sido consultada. O presidente do CRF-RS ressaltou que o estabelecimento está regulado e que tomará uma medida imediata. “O jurídico pedirá o acesso ao inquérito para a delegacia e será instaurado um processo ético contra as farmacêuticas”, relatou.

“A venda supostamente aconteceu sem prescrição médica”, alertou o presidente que também falou sobre os riscos da automedicação. “Porque é comum no País (automedicação) e isso pode causar a morte, como se viu nesse caso. Sempre que a pessoa for tomar um remédio, se não tiver a chance de ir ao médico, é bom ir à farmácia conversar com o farmacêutico para fazer um aconselhamento. Ele não vai prescrever, mas vai orientar”, completou Canquerine.

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Fonte: Bruna Cabrera / Correio do Povo






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