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22/04/2014 14:51 - Atualizado em 22/04/2014 17:18

Advogado do pai de Bernardo obtém na Justiça acesso parcial ao inquérito

Juiz orientou a Polícia Civil para que liberasse apenas o que não for prejudicial ao trabalho investigativo

A Justiça liberou parcialmente o acesso do advogado Jader Marques, defensor do médico Leandro Boldrini, ao inquérito sobre a morte do menino Bernardo Uglione Boldrini. Na semana passada, a delegada Caroline Bamberg Machado havia indeferido o pedido de acesso sob alegação de segredo judicial. O juiz da 1ª Vara Judicial de Três Passos, Marcos Luis Agostini, orientou a Polícia Civil para que liberasse apenas o que não for prejudicial ao trabalho investigativo.

• Leia mais sobre o caso Bernardo Boldrini


Na coletiva à imprensa na manhã desta terça-feira, a delegada Caroline Bamberg Machado confirmou a determinação da Justiça para repassar aos advogados de defesas dos suspeitos somente o que não atrapalhe a investigação. Questões como depoimentos e diligências continuarão em sigilo. “O que vai prejudicar a investigação nós não vamos repassar. O meu interesse é que a investigação corra da melhor maneira possível”, enfatizou ela. Vindo de Porto Alegre, o advogado Jader Marques manifestou novamente a convicção da inocência do seu cliente.

Será pedida quebra de sigilo
bancário do pai de Bernardo


O advogado da família Uglione, Marlon Adriano Taborda, informou que irá investigar o patrimônio do médico Leandro Boldrini que, segundo ele, seria bem acima da média da sociedade brasileira. A Polícia, que também quer saber a origem do dinheiro que seria destinado à assistente social pela madrasta de Bernardo, inclusive já teria pedido a quebra do sigilo bancário dos suspeitos do caso.

Taborda afirmou que estará o mais tardar na quinta-feira na cidade de Três Passos. Marlon confirmou que vai solicitar o desarquivamento do processo-crime referente a morte de Odilaine Uglione, morta em 10 de fevereiro de 2010. Segundo ele, Marlon disse querer realizar uma 'leitura' mais profunda do inquérito, onde a Polícia apontou que a mãe de Bernardo praticou suicídio. Odilaine morreu depois de comparecer na clínica do então marido no centro de Três Passos. Segundo o inquérito, ela estaria armada com um revólver. Ela não encontrou o marido e teria cometido o suicídio, segundo as investigações da época.

O defensor também deve solicitar uma avaliação psiquiátrica dos suspeitos, para investigar quem está mentindo. Taborda relatou que foi o único que viu o corpo de Bernardo e, havia sobre um dos braços um líquido, que pode ter sido usado para acelerar a decomposição do corpo.

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Fonte: Correio do Povo






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