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23/04/2014 12:31 - Atualizado em 23/04/2014 12:46

Ouvidoria-Geral da AL quer apurar responsabilidades no caso Bernardo

Deputado Marlon Santos afirmou que imunidade parlamentar garante liberdade de ação

Novo auditor e deputada Zilá Breitenbach concederam coletiva<br /><b>Crédito: </b> Karine Viana / AL / Divulgação / CP
Novo auditor e deputada Zilá Breitenbach concederam coletiva
Crédito: Karine Viana / AL / Divulgação / CP
Novo auditor e deputada Zilá Breitenbach concederam coletiva
Crédito: Karine Viana / AL / Divulgação / CP

O ouvidor-geral da Assembleia Legislativa gaúcha, deputado Marlon Santos, afirmou que atuará ativamente na apuração das denúncias envolvendo o assassinato do menino Bernardo Boldrini. Em coletiva nesta quarta, o deputado – que responde pela Ouvidoria desde o dia 15 – afirmou que pretende alterar a forma de autação do órgão, que costuma ter um um papel mais passivo – recebendo denúncias e demandas da população e repassando-as às instâncias competentes.

• Leia mais sobre o caso Bernardo Boldrini

Conforme o novo ouvidor-geral, os parlamentares gozam de imunidade parlamentar justamente para terem liberdade de ação em casos como esse, nos quais estão envolvidos diversas instâncias e poderes. “Queremos ouvir as pessoas do povo, pessoas da escola, da igreja, dos municípios próximos, pessoas que sabem de maneira muito direta do ocorrido, do pré-ocorrido e do posterior”, disse Marlon.

A intenção do deputado é buscar parceria com as câmaras municipais das cidades de Três Passos, Frederico Westphalen e, provavelmente, Cristal do Sul. “Não serão audiências públicas”, explicou. “Eu, como ouvidor, a deputada Zilá e outros deputados que quiserem enfrentar o assunto estaremos juntos nessas audiências para ouvir pessoa por pessoa, faremos diligências do Poder Legislativo nessas regiões, com viaturas oficiais, sem nada a ser escondido”, disse.

“Aquilo que deduzirmos que irá acrescentar ao processo nós passaremos à autoridade competente, mas que nós julgarmos competente”, ressaltou. “Porque competência para isso não é somente a autoridade instituída por concurso; muitas vezes, é a autoridade eletiva”, afirmou.

Segundo o parlamentar, embora tenha havido muita ação, o que mais chama atenção no caso é que também houve muita negligência. "E continua havendo", declarou. “Tem muita coisa que eu, na condição de autoridade investigativa, não deixaria acontecer”, disse.

* Com informações da Assembleia Legislativa

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Fonte: Correio do Povo






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