Porto Alegre, quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

  • 23/04/2014
  • 14:23
  • Atualização: 14:26

Placa lembra prisão de policias militares durante a ditadura

Instalação foi feita em frente ao Instituto Estadual de Educação Paulo Gama

Placa lembra prisão de policias militares durante a ditadura | Foto: André Ávila

Placa lembra prisão de policias militares durante a ditadura | Foto: André Ávila

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  • Karina Reif / Correio do Povo

O projeto Marcas da Memória instalou nesta quarta uma placa em frente ao Instituto Estadual de Educação Paulo Gama, no bairro Partenon, em Porto Alegre, para lembrar a prisão de mais 80 policiais militares durante a ditadura. Antes de virar escola, o prédio abrigou o Presídio Militar Especial, em 1964. “Homens respeitados comentaram o único crime de pensar diferente. Ninguém pode atribuir a eles qualquer ação. Eles eram legalistas”, disse o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke. A entidade está fazendo um mapa na Capital para assinalar os locais de tortura e prisões políticas durante o regime golpista. Essa foi a segunda instalação até agora.

Nas salas de aula, usadas como celas, o militar aposentado Reginaldo Ives Barbosa,74, ficou enclausurado, sem qualquer contato com a família que morava a uma quadra dali, por oito meses. “Sofri tortura física e psicológica”, relatou. Ele, que atuava no 1º Batalhão de Polícia de Guarda recebeu voz de prisão do comandante por ter participado de manifestação em favor do presidente deposto João Goulart. Assim como ele, outros policiais presos na época estiveram na cerimônia para recordar do período de chumbo, que segundo eles, não pode ser esquecido.

O movimento estima que 75% da atual população brasileira não era nascida quando ocorreu o golpe. Por isso, os locais estão sendo identificados antes que a história se perca. São mais de dez pontos a serem destacados.

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