Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 24/04/2014
  • 20:24
  • Atualização: 20:49

Taxistas protestam em Porto Alegre contra obrigação de usar uniforme

Grupo bloqueia avenida Ipiranga contra medida que deverá vigorar a partir de maio

Avenida Ipiranga ficou bloqueada durante o protesto | Foto: Fabiano do Amaral / CP

Avenida Ipiranga ficou bloqueada durante o protesto | Foto: Fabiano do Amaral / CP

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Cerca de 40 taxistas bloqueiam na noite desta quinta-feira o trânsito na avenida Ipiranga com a Érico Veríssimo, no bairro Azenha. O grupo protesta contra a lei que determina que os profissionais em Porto Alegre usem uniforme a partir do dia 1º de maio. Conforme o Centro Integrado de Comando (Ceic) da Capital, o movimento é bastante complicado na região.

A medida será determinada via Resolução, em decorrência da nova lei geral dos táxis e com o objetivo de criar uma identidade visual para a categoria. Todos os taxistas da Capital deverão utilizar vestimenta padrão durante o horário de trabalho a partir de maio.

Os taxistas, tanto homens como mulheres, deverão usar uniforme composto por camisa social (manga curta ou longa) ou camisa polo na cor azul e calça social ou jeans em cores escuras. As peças devem ser lisas, sem estampas, manchas ou descolorações. Não será permitido o uso de bermuda, chapéus ou bonés. O taxista poderá optar, ainda, entre calçados fechados e sandálias.

Em Porto Alegre, segundo registros da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), mais de 10 mil profissionais guiam os 3.920 táxis da cidade.

Contrários à resolução que estabelece o uso de uniforme obrigatório para os 10 mil taxistas de Porto Alegre, cerca de 40 profissionais fazem protesto bloqueando ruas da Capital, na noite desta quinta-feira. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), os trabalhadores se concentraram no cruzamento entre a Sebastião Leão e a Erico Verissimo, e devem transitar pela avenida Ipiranga, no bairro Azenha.

Apesar de apoiar a resolução que prevê, a partir de 1º de maio, vestimenta-padrão para os taxistas, o presidente do Sintáxi, Luiz Nozari, adiantou que vai questionar a exigência de cor azul para a camisa do uniforme. De acordo com ele, no decreto não há essa regra e, antes de obrigar os taxistas, é necessário alterar a lei. Ainda conforme o sindicalista, impedir as mulheres taxistas de utilizar saias e vestidos pode ser encarado como ato discriminatório e machista. Ele também lembrou que o uso de bermudas em dias de calor, que já havia sido acertado, virou inclusive objeto de um projeto específico na Câmara Municipal e foi incluído na nova Lei Geral dos Táxis.

Nozari enfatizou que a Lei nº 11.582, que entrou em vigor em 21 de fevereiro, não estabelece cor para o uniforme. Ele defende que o texto seja respeitado na íntegra e sustenta que, da forma como divulgou a EPTC, o azul se mostra imposição. “O que está na lei é o que vamos defender. Determinar cor gera custo. Vamos nos reunir e ver o que o pessoal acha. Não pode ser imposto, o convencimento é o melhor caminho “, avaliou.

Em contrapartida, o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, fala que a categoria aprovou a medida e está sendo orientada. “Já tivemos reuniões e seguimos em contato com os sindicatos e permissionários dos táxis. Essa medida é importante para criar uma identidade para os taxistas, assim como já acontece com os rodoviários e motoristas de lotações. A categoria opinou sobre o tipo de vestuário e está de acordo com o padrão estabelecido”, declarou.

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