Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 25/04/2014
  • 15:49
  • Atualização: 16:40

Maria do Rosário vê como “estranho” o assassinato de coronel

Ex-ministra quer que Polícia Federal apoie nas investigações

  • Comentários
  • Correio do Povo e AE

O assassinato do coronel reformado do Exército Paulo Malhães “soa como estranho” para a ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) Maria do Rosário. Através do Twitter, ela se manifestou afirmando que irá pedir aos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ideli Salvatti (que comanda atualmente a pasta da SDH) para que a Polícia Federal apoie nas investigações da morte de Malhães.

“Acabo de saber do assassinato do Coronel Paulo Malhães, que recentemente prestou depoimento à Comissão da Verdade sobre crimes na ditadura. O depoimento de Malhães revelou fatos sobre a morte e destino dos restos mortais do Deputado Rubens Paiva, entre outros mortos pela ditadura. Soa estranho que após essas revelações o militar tenha sido assassinato”, escreveu Maria do Rosário.

O presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, também comentou a morte de Paulo Malhães. Damous acredita que a o assassinato possa ter sido queima de arquivo. "Na minha opinião, é possível que o assassinato do coronel Paulo Malhães tenha sido queima de arquivo. Ele foi um agente importante da repressão política na época da ditadura e era detentor de muitas informações sobre fatos que ocorreram nos bastidores naquela época. É preciso que seja aberta com urgência uma investigação na área federal para apurar os fatos ocorridos no dia de hoje. A investigação da morte do coronel Paulo Malhães precisa ser feita com muito rigor porque tudo a leva a crer que ele foi assassinado", disse Damous.


Em março, Malhães prestou depoimento à Comissão Nacional da Verdade e revelou ter participado de torturas de opositores do regime militar, durante a ditadura. Disse ainda ter sido o responsável pelo sumiço do corpo do deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971. A mulher do coronel reformado, Cristina Batista Malhães, disse que três homens invadiram o sítio na noite dessa quinta-feira. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (RJ) investiga o caso.

Bookmark and Share