Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 28/04/2014
  • 18:55
  • Atualização: 18:58

Justiça decreta prisão de esposa de advogado acusado de lesar 30 mil gaúchos

Operação Carmelina foi deflagrada em Bento Gonçalves e Passo Fundo em fevereiro

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  • Acácio Silva

A juíza da 3ª Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo, Ana Cristina Frighetto Crossi, decretou nesta segunda-feira a prisão preventiva da espora do advogado acusado de liderar quadrilha lesou mais de 30 mil pessoas no Estado em ações movidas contra a Brasil Telecom. O advogado que se encontra foragido nos Estados Unidos.

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A quadrilha, que tinha como base Passo Fundo, foi desbaratada no dia 21 de fevereiro durante a operação Carmelina desencadeada pela Polícia Federal. Na ocasião, o advogado teve a prisão preventiva decretada e para a sua mulher foi arbitrada fiança de R$ 724 mil. A fiança foi paga, mas ela deixou de cumprir outras determinações da justiça por estar com o marido nos Estados Unidos. Com isso, o Ministério Público voltou a pedir a prisão dela, apontada como a tesoureira da quadrilha.

Segundo a sentença, ela tentou justiçar a ausência, alegando que não poderia retornar ao Brasil, com os filhos menores sem autorização do Juizado da Infância ou sem a presença do marido. A juíza Ana Cristina Frighetto Crossi afirma que não há qualquer impedimento legal ou impossibilidade de pai autorizar a viagem de retorno ao Brasil e fazer o reconhecimento de sua assinatura em cartório. A magistrada diz ainda que ao contrário do que insistem os dois, as crianças ainda não voltaram para casa em Passo Fundo por vontade e atos exclusivos dos pais.

A juíza também manteve a prisão preventiva do advogado, que pedia a sua revogação como condição para se apresentar. Segundo a juíza, o advogado parece querer impor condições ou escolher em que estado deve responder ao processo. Afirma ainda que nesse ponto assista razão do Ministério Público quando se refere que o advogado externa que somente pretende se submeter a esse juízo se lhe forem impostas medidas que entende conveniente.

Para a juíza Ana Cristina Frighetto Crossi, o fato de ele estar em Nova Iorque, como faz crer a defesa, não lhe retira a condição de foragido. Assim, ele manteve a prisão preventiva do advogado para garantia da ordem pública e aplicação da lei pena. Com a decretação da prisão, a mulher, também, passa a condição da foragida. A quadrilha liderada pelo casal teria lesado milhares de pessoas no Estado não repassando ou pagando valores inferiores aos determinados pela justiça em ações movidas contra a Brasil Telecom.

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