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29/04/2014 13:51 - Atualizado em 29/04/2014 13:53

Teste das sinaleiras provoca caos e EPTC considera impacto negativo

Autor do projeto pedirá revogação da emenda se prefeito sancionar a lei

EPTC alterou o tempo de 238 semáforos na cidade
Crédito: André Ávila

A alteração do tempo de sinal vermelho de 238 semáforos de Porto Alegre por, no mínimo, 30 segundos causou um caos no trânsito logo nas primeiras horas da manhã desta terça. A modificação, que deve seguir até o feriado do Dia do Trabalho, é um teste para a implementação da emenda contida no Estatuto do Pedestre, aprovado na Câmara Municipal. Entre as principais vias incluídas na reprogramação, estão a Ipiranga, a Osvaldo Aranha e a Independência. Todas elas apresentaram congestionamento refletido em grande parte da cidade.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) trabalha há duas semanas para implantar o teste. Responsáveis pela programação e manutenção iniciaram a alteração às 20h de segunda-feira. Devido à complexidade do sistema, ele só será reformulado para os tempos voltarem à sincronia habitual na quinta-feira. O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, disse que a grande preocupação foi com o transporte coletivo, afetado consideravelmente pela modificação.

Um relatório com avaliação do dia, comparado com os demais será encaminhado hoje ao prefeito José Fortunati e à Câmara Municipal. Segundo Cappellari, todo o sistema é adequado à estudos técnicos e não pode ser gerido por lei. O tempo do sinal vermelho leva em consideração a largura das vias, a quantidade de carros e pedestres. Durante a madrugada, o período é reduzido para evitar assaltos. “O impacto do teste foi muito negativo. O prefeito está acompanhando e preocupado”, disse o diretor-presidente.

Autor do projeto de lei que atualiza o Estatuto do Pedestre, o vereador Nereu D’Avila (PDT) explicou que a emenda para alteração do tempo das sinaleiras foi inserida na e votada “na última hora”. Segundo ele, o teste  provou que a mudança não funciona. “Se o prefeito sancionar, eu vou imediatamente apresentar um pedido de revogação da emenda”, declarou. Na opinião do parlamentar, Porto Alegre é heterogênea e a medida trata a cidade como um todo.

Para o autor da emenda, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT), não entendeu a forma como foi testada a determinação. “O que embasou? As sinaleiras foram sincronizadas?”, perguntou. Ele ressaltou que a matéria é clara e prevê o tempo mínimo de 30 segundos para os semáforos de pedestres. “Uma coisa é fechar todas ao mesmo tempo, outra é fazer isso no Centro”, disse, lembrando que o conteúdo favorece quem anda a pé. “Eu acho que estamos falando de prioridade no trânsito”, ressaltou.

O vereador ainda questionou os estudos técnicos que levam a prefeitura a determinar o período em que as sinaleiras ficam abertas. “Esses estudos técnicos não têm funcionado, porque as pessoas não tem tido tempo para atravessar. Será que este estudo leva em conta o sujeito mais fraco, como o idoso e a criança?”. A lei já foi aprovada pelos vereadores e deve ir para a sanção do prefeito José Fortunati nos próximos dias, antes de entrar em vigor. Ele já havia informado que aprovava a matéria. Caso o projeto seja assinado, todas as 1.091 sinaleiras terão de ser reprogramadas, apesar de nem todas terem interferência de pedestres. 

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Fonte: Karina Reif / Correio do Povo






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